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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Festa Japonesa em Belém e Desacordo Técnico em crescendo


Olá, pessoal!
Bem sei que o blog tem estado MUERTO (esta escolha de palavra não é ao acaso :) este mês, mas ainda vai ressuscitar antes do fim! Tremam, meus compatriotas terrenos, tremam!
Entretanto, aproveito para relembrar o vindouro evento da Festa do Japão em Lisboa. Se querem ir para fora cá dentro, se gostam de se deixar imergir em culturas diferentes da nossa, aproveitem a oportunidade no dia 2 de Junho de 2012. Eis os pormenores, fresquinhos e directamente da Embaixada do Japão:

Face ao enorme êxito da Festa do Japão em Lisboa em 2011, a Embaixada do Japão, a Câmara Municipal de Lisboa, a EGEAC e a Associação de Amizade Portugal-Japão, com o apoio da JapanNet e da 'Japan Foundation', organizam este ano a 2ª edição deste evento, no âmbito das Festas da Cidade de Lisboa.
Pretende-se celebrar a amizade e a cultura entre o Japão e Portugal, no espaço existente do Jardim do Japão em Belém, aproveitando a sua excelente localização para dar a conhecer mais a cultura japonesa em Portugal.
Os visitantes poderão usufruir das várias expressões da cultura japonesa, quer tradicional quer pop,  através de concertos de música japonesa (tambores e 'shamisen'), demonstrações de Ikebana, Shodo (caligrafia), artes marciais, poesia Haiku, Origami, Furoshiki (técnica de embrulho), brinquedos japoneses, como vestir Yukata (o kimono de Verão), Cosplay (expressão da cultura pop), concursos, exposições de Bonsai, tendas de gastronomia japonesa (para venda de sushi, carê udon, takoyaki, dorayaki - doce de soja, sakê, cerveja japonesa etc.), representação de empresas japonesas, entre outras. VER PROGRAMA
A edição deste ano contará igualmente com a gentil participação de Fernando Tordo, Filipa Pais e Carlos Mendes, na apresentação de 'Memorial', com o tema 'Biombo de Namban'."


Só acrescentar numa outra nota a boa nova duma pequena mas, espero eu, significativa vitória para todos aqueles que como eu partilham do sentimento anti-Acordo Ortográfico. A Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico votou esta semana em assembleia geral de alunos declarar-se publicamente contra o Acordo Ortográfico, contra a sua implementação no IST (para começar ehehhe) e anunciou o intento em procurar levar este sentimento a outras associações de estudantes de forma a gerar uma frente unida contra este (des)acordo por parte dos estudantes actuais, líderes do amanhã! Momentos destes levam-me a ter orgulho em dizer que sim, estudo no Instituto Superior Técnico, uma universidade de engenharia onde os alunos se preocupam com a cultura do seu país, independentemente de estarmos em crise económico/social ou de não estudarem letras eles próprios. Mas se soubesse o comum dos mortais que a Matemática a sério é mais letras que números, ninguém diria que não estudamos Letras! Além disso, não há nada pior que um texto técnico atabalhoado e mal escrito... eles já são complicados o suficiente estando bem escritos e numa ortografia tanto menos ambígua quanto possível.
Também muito me agradou quando descobri termos no IST um grupo de estudantes que dá pelo nome de Desacordo Técnico, que foi o primeiro pólo do IST publica e activamente contra este acordo (a página deste grupo é fácil de encontrar no facebook):
Assim sendo, continuemos a resistir, de canetas e teclados empunhados quais espadas e vitória a vitória, a guerra será vencida por nós!
Não se esqueçam de assinar a "ILC contra o AO90". São necessárias 35 mil assinaturas. É uma iniciativa de cidadãos e não uma mera petição. Tem de se assinar em papel, sendo que todas as informações sobre para onde enviar e o formulário a assinar, se podem encontrar no blog desta Iniciativa ( http://ilcao.cedilha.net/ ). Ainda ando a recolher algumas assinaturas junto dos meus amigos e familiares para enviar juntamente com a minha! Vamos lá!

Até à próxima… que espero que seja em breve!
Signing off

P.S.: O parágrafo que acompanha o cartaz da Festa do Japão e está a itálico, é citação directa do boletim informativo da Embaixada do Japão.

domingo, 15 de abril de 2012

Novas, actualidades e trabalho de campo...

Venho mais uma vez dar-vos novidades de eventos, na sua maioria relacionados com o Japão, feitos em Portugal, mas também passarei por notícias de uma índole semelhante. Contudo, antes de começar, impõe-se (por razões históricas pessoais) que faça um “à parte”:
Nesta semana vindoura, entre os dias 16 e 20, decorrerá no Instituto Superior Técnico (IST) a Semana de Aeroespacial 2012 (SA2012) [http://www.sa.apae.org.pt/], organizada pela Associação Portuguesa de Aeronáutica e Espaço (APAE). O objectivo deste evento, já com vasta história, é a promoção de um estreitamento das relações entre os estudantes de engenharia Aeroespacial e a indústria, nacional e estrangeira, que lhes serve de mercado empregador. E, de facto, a SA2012 tem como objectivo principal servir de um super workshop virado para a questão da empregabilidade. Em anos anteriores, o evento terá servido mais como uma espécie de seminário para permitir aos alunos ter um contacto com o estado de arte da indústria aeroespacial, quando aplicada a uma dada situação. Exemplo gratia: a terceira edição deste evento, salvo erro, foi um curso em gestão de desastres. Foi numa altura propícia a essa questão, uma vez que os fogos florestais ganharam na altura grande evidência no nosso quotidiano de Verão, cá em Portugal. Portanto, procura-se que a Semana de Aero, para os amigos, esteja sempre actual. Eu próprio já fiz parte da direcção da APAE e venho aqui dar o meu modesto contributo dando destaque ao evento. Vai haver inclusive um workshop com um representante da Kelly Services, uma agência de trabalho temporário (inscrição obrigatória via http://www.sa.apae.org.pt/pt/ws.php), que se disponibiliza a analisar o CV dos inscritos afim de dar umas dicas de forma a melhorá-lo estrutural e funcionalmente com o objectivo de melhorar as hipóteses de empregabilidade. É uma novidade neste evento que eu vejo com muito bons olhos uma vez que poderá ajudar até o aluno de primeiro ano, que ainda longe de ter o canudo, pode precisar de recorrer ao mercado de trabalho temporário para fazer face à crise actual. Deixo-vos o programa ao longo da semana.

Não deixem de visitar a APAE em:
http://www.apae.org.pt/home/?lang=en
Para o actual da APAE, um abraço e continuem o bom trabalho.
Ora bem, antes de abordar as notícias que me saltaram à vista relacionadas com o Japão e realçar eventos relacionados, vou falar um bocado do mês passado. E porquê? Porque no mês passado decidi fazer trabalho de campo. Houve disponibilidade para tal e consegui ir a dois eventos dos que anunciei aqui.
Comecei por ir ver a exposição patente na Associação dos Arquitectos, para os lados do Cais de Sodré, no dia 7 de Março passado.

Tenho a dizer que não fiquei muito impressionado. A dita exposição estava remetida para uma pequena e escura sala (escura porque, segundo me explicou o prestável vigilante que assegurava a segurança da entrada, se ligasse aquelas luzes o quadro disparava... onde está um engenheiro quando se precisa dele? x), onde um filme era projectado numa tela branca, onde um(a espécie de) documentário que dava voz a vários arquitectos que falavam de um ou outro dos projectos em que tinham labutado, explicando as suas distintas e diversas abordagens. Essa projecção podia ser apreciada de um banco que consistia numa tabula de madeira sobre 2 tijolos, tipo viga com apoios simples. Meus amigos, há limites ao minimalismo!

Além disso, outro problema, o som estava baixo, pelo menos na hora e dia em que eu lá estive... demasiado baixo! Supostamente porque iria haver uma palestra ou encontro no andar de cima. Mas entretanto, os risos e conversas dos colaboradores e empregados daquela casa (nada a ver com o dito simpósio) não me deixavam ouvir praticamente nada do documentário.

Então no meio duma certa frustração, porque embora goste de brincar com a eterna rivalidade entre arquitectos e engenheiros (rixa homóloga quiçá do duelo cão e gato), a Arquitectura é uma arte sem a qual eu não viveria, olhei para o lado e reparei que partilhava o meu banco minimalista com um “livro” escrito em que quase todos os textos estavam escritos em Português e Japonês.

Esse manuscrito passado a computador e impresso, resumia cada capítulo do documentário. Li algumas secções, particularmente a referente ao MUDE [(Museu da Moda no Chiado) que me chamou a atenção pois já o frequentei aquando duma exposição lá patente intitulada “Proibido Proibir”, na qual me disseram à entrada “Não pode tirar fotografias”. Terei de realçar a ironia desta contradição auto-infligida? oO E sim, tirei umas quantas à socapa, só para respeitar o espírito da exposição.], mas depois procurei ver se haviam mais exemplares que pudesse comprar ou simplesmente levar. Infelizmente, escrito a lápis no próprio e (percebi então) única cópia do manuscrito dizia “Apenas para consulta”. Ora, se tivessem disponibilizado aquele documento, quer fosse a pagar ou oferendado aos visitantes, eu até perdoava o que me pareceu uma incrível falta de zelo para com aquela exposição, que tinha o aspecto de ter sido atirada para um canto com expectativas quase certas de que ninguém por ela se interessaria. Não sei de quem a culpa, se do organizador se dos anfitriões, mas não me interessa porque como dizem os Japoneses, e parafraseio, “Não atribuas culpas, resolve o problema.” Confesso que estou mal habituado, porque no IST todos os anos há exposições de maquetes de arquitectos e nesta exposição nem uma!
Houve um efeito secundário interessante à minha ida à Associação dos Arquitectos. No metro do Cais de Sodré, estava patente uma exposição de arte que simplesmente adorei. Eis algumas imagens:





Por outro lado, no dia 11 de Março, tive o prazer e a honra de estar entre os espectadores da Sessão Evocativa do Grande Sismo do Leste do Japão, no Palácio da Foz, nos Restauradores. Foi tudo excelente. Só o local em si vale a pena visitar. Ao entrarmos no Palácio, deixamos a Lisboa do século XXI e entramos num palácio do século XIX, com acabamentos lindos desde as fechaduras das portas às verdadeiras estátuas neo-clássicas que nos olham de cima, dos cantos dos tectos, quais deuses olímpicos, em tons de dourado. A exposição que precedia o seminário sobre o estado de arte da Sismologia, consistia numa exposição de fotografia, com imagens dos tempos imediatamente após o desastre natural, mas também desenhos que cruzavam o estilo de desenho japonês com a cultura tradicional portuguesa duma forma que me deixou maravilhado.


A um canto havia também duas iniciativas, uma delas pelo IADE (ver imagem) e outra que sinceramente não sei quem fez mas que pode ser vislumbrada no vídeo à esquerda. Os vídeos mostram essencialmente essa secção da exposição. Não houve espaço na memória da máquina para mais.










Ainda antes das palestras, uma mesa de comes e bebes preenchia um pátio e felizmente o dia estava solarengo. Havia também um bar aberto. Provei sushi ali pela primeira vez. É bom! Não reguei com sake, mas havia coca-cola!


Passado algum tempo, que passei a disparar a máquina a tudo e mais alguma coisa, apanhando pessoas pelo meio, começaram as palestras. O embaixador japonês começou a sessão com um discurso em Português, que embora deixasse muito a desejar, percebia-se e é de louvar o esforço visível nesse feito. Depois, o debate mediado pelo Engenheiro José Oliveira (Director Nacional de Planeamento da Emergência da ANPC), contou com duas palestras que se cruzavam. A primeira foi feita pelo Professor Atsushi Tanaka (Universidade de Tóquio, autor de muitas publicações na área de Gestão de Catástrofes e Director do Centro de Pesquisa em Informação Integrada de Catástrofes no Japão. Esta palestra centrou-se no sismo de 11 de Março de 2011, informando os presentes acerca dos vários sistemas em acção de prevenção e preparação anti-sísmica do Japão, país de grande experiência neste tema. Depois o professor Carlos Sousa Oliveira do IST, falou dos planos de risco sísmico da Área Metropolitana de Lisboa e do Algarve, conjugando-os com a palestra anterior e com os dados históricos do Sismo de Lisboa em 1755. Discutirei o que aprendi neste seminário a fundo numa futura entrada que vou fazer apenas sobre sismologia. E aprendi bastante, acreditem. Algumas ideias assustadoras, informações técnicas, filosofias de pensamento, etc... No fim das palestras, houve uma abertura à colocação de perguntas pelos ouvintes e à saída estes últimos foram presenteados com uma pequena grande lembrança feita pelos habitantes da zona afectada pelo sismo. O boneco é um sempre em pé que, como é explicado na nota informativa que o acompanhava, espelha o espírito daquela zona do Japão habituada a reerguer-se energicamente depois das quedas. Gostei e vai ser a minha prenda para o dia da Mãe pois acho que essa filosofia, esse espírito, tem tudo a ver com ela. Shiuuuu... ela ainda não sabe!




Deixo-vos ainda uma colectânea de notícias sobre mais notícias relacionadas com o Sismo de Março de 2011:
De há 1 ano:
http://www.publico.pt/Mundo/sismo-no-japao-reaccoes-da-comunidade-internacional_1484327
Deste ano:
http://www.publico.pt/Sociedade/criancas-orfas-de-fukushima-visitam-portugal-1537186
http://www.publico.pt/Sociedade/criancas-de-fukushima-chegaram-a-lisboa-e-ja-puderam-mexer-na-relva-1539716
http://www.publico.pt/Sociedade/cavaco-silva-recebe-criancas-de-fukushima-e-elogia-coragem-e-determinacao-do-povo-japones--1540116
Por último, tentei ir à exposição patente na Casa da Fotografia, em Lisboa, sobre Jardins Japoneses mas esqueci-me que nesse dia era feriado e não estava lá ninguém para me deixar entrar! :p Contudo, achei os horários muito restritivos, razão pela qual só consegui ir naquele dia, no qual aparentemente estavam fechados. Fiquei ainda assim curioso de lá voltar numa futura oportunidade porque gosto muito de fotografia.

E agora, para concluir, vou destacar alguns eventos luso-nipónicos a realizarem-se no futuro muito próximo:


“Concerto de “Koto” e Flauta por Naoko Kikuchi e Teresa Matias
No âmbito da programação da "Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura", irá ter lugar no dia 23 de Abril, pelas 21h30, na igreja da Colegiada em Guimarães, o concerto de Koto e flauta de Bisel pelas artistas Naoko Kikuchi (koto) e Teresa Matias (flauta de Bisel). Mais informações : bilheteira@guimaraes2012.pt

“Festa do Japão 2012
A Embaixada do Japão informa que irá decorrer a 2ª edição “Festa do Japão 2012”, no dia 2 de Junho (sábado), no Jardim do Japão, em Belém, no âmbito das “Festas de Lisboa 2012”. Mais informações serão divulgadas oportunamente através do site da Embaixada.
Mais informações : Sector Cultural da Embaixada do Japão - cultural@embjapao.pt tel: 213110560”

Os parágrafos a itálico foram copiados directamente do boletim informativo da Embaixada do Japão, que tem mais informações que podem consultar no seguinte link:
http://www.pt.emb-japan.go.jp/newsletter2012/Embaixada_do_Japao_Noticias_ABRIL_2012.pdf

O ano passado não consegui ir à inauguração do Jardim do Japão. Este ano espero conseguir ir à Festa do Japão, especialmente depois de ter ido à sessão de sismologia no Palácio da Foz, que me deixou com uma excelente impressão das capacidades de organização de eventos da embaixada. Por agora, é tudo, voltarei em breve com Vampiros e Sismos! Tenham medo, muito medo, pois como vos demonstrarei, ambos são reais, destrutivos, caóticos e imprevisíveis! Later, y’all!