Mostrar mensagens com a etiqueta filme. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta filme. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Hibakusha II - O Rei dos Daikaiju!

Esta entrada segue na esteira de uma outra que fiz em 2010, de seu título Hibakusha (aqui linkado), sobre os sobreviventes das bombas nucleares, daí o título deste post e já perceberão a relação.
Kaiju é uma palavra japonesa que é correctamente traduzida para "estranha besta", mas que normalmente é tida como sinónimo de "monstro". Um Daikaiju é uma variante dessa palavra que indica "monstro gigante". Se ainda não perceberam de quem falo, dou-vos uma pista visual, pois uma imagem vale mil palavras:







Então... já lá chegaram? Quem poderia fazer tamanha pegada? Nunca houve, pelo menos que se saiba, um dinossauro com tais dimensões. Então quem? Só pode ser o Godzilla!
O seu nome original, japonês, é Gojira. E tal foi até mencionado no guião do filme Godzilla feito nos EUA. O nome Gojira provém da combinação de duas palavras japonesas: gorira (sinónimo de "gorila") e kujira ("baleia" em japonês). Tal aconteceu porque aquando da sua criação, o daijuku foi descrito como o cruzamento entre um gorila e uma baleia, dando a entender a sua imensa força e tamanho, a sua postura mais ou menos humanóide (se não contarmos a cauda), mas também a sua origem e natureza marinhas. Existe um rumor popular de que a ideia para o monstro em questão proveio de um escritorário da Toho que era maldosamente apelidado de Gojira pelos colegas. Até agora, esta mítica história de origem nunca foi confirmada, particularmente, porque nenhum antigo funcionário da empresa se assumiu como "o tal". Eh eh eh!

O produto acabado é o que se pode ver abaixo:



Mas que tem o Godzilla a ver com os Hibakusha? Bem, tudo. Ele próprio é um Hibakusha, pois originalmente o monstro é criado pela radiação deixada por bombas atómicas. Historicamente, a inspiração para a conceptualização da criatura foi precisamente o ataque nuclear que o Japão sofreu às mãos dos EUA, no final da Segunda Guerra Mundial. Inicialmente o monstro é o vilão, ameançando Tóquio, constituindo uma metáfora cinematográfica para armas nucleares em geral. É verdade que a sua origem varia de filme para filme, mas a constante é o seu tamanho e poderes serem sempre resultado de mutação por radiação nuclear. Parece que originalmente, o Godzilla foi apresentado como um ser pré-histórico que seria o elo de ligação entre as criaturas marinhas e as criaturas terrestres (relembro que o filme surgiu em 1954, na mesma época em que Orson Wells fez muita gente nos EUA acreditar que uma invasão marciana estava a decorrer com uma mera emissão radiofónica), que teria atingido aquelas dimensões e poderes pela mutação causada pelas bombas atómicas largadas no fim da guerra.
O Godzilla tem diversos poderes, que variam de filme para filme, sendo a constante a sua completa adpatabilidade quer em terra, quer na água. Também o seu tamanho e força nunca diferem. Nos filmes japoneses da Companhia Toho, o Godzilla possui também uma capacidade de auto-cura muito rápida (tipo Wolverine) e é capaz de disparar raios nucleares da sua boca. Nos 28 filmes produzidos pela Toho, ele tem variadíssimos outros poderes e capacidades que por vezes são fulcrais na história do filme. Surgem até alturas, em que o rei dos monstros gigantes usa artes marciais para derrotar os concorrentes ao título.



Nota: Gostei da imagem acima, particularmente pelo carácter japonês que tem. Dois monstros gigantes a combaterem espezinhando um castelo medieval japonês! Belo cenário!


Desses concorrentes, o meu favorito é o mostrado na imagem mostrada acima. Rei Guidorah, prós amigos portugueses. O filme que eu vi é de 1991(embora existam mais antigos), portanto a cores, e chama-se "Godzilla Vs King Guidorah":
http://en.wikipedia.org/wiki/Godzilla_vs._King_Ghidorah
http://www.imdb.com/title/tt0101962/


Eu nunca vi os filmes originais, a preto e branco, mas uma vez diverti-me muito numa das antigas semanas temáticas de cinema da RTP2, que deu um filme do Godzilla diferente todos dias dessa semana. Este que menciono acima foi o que mais gostei e o qual mais me lembro em termos de enredo.
Com isto chegamos à nova encarnação do bicho, a versão americanizada, if you will. Em vez de ser um homem num facto de borracha é feita com CGI, na minha opinião até bastante bem feita. Mas há quem argumente que o Godzilla Norte-Americano não é o Godzilla. O filme foi muito mal recebido pelos fã(nático)s do Godzilla original e mesmo pelos críticos, mas limpou nas bilheteiras e ainda originou um série de desenhos animados que eu até curtia ver, mesmo já no liceu. A Toho contudo reclassificou o Godzilla Americano como Zilla, pois declarou-o não merecedor do nome God (deus) no seu nome. Até são capazes de ter razão, afinal ele morreu e o Godzilla nunca morre, e ele não tem superpoderes atómicos como o original. O Zilla não é Godzilla.

Logo, quando a Toho depois fez o filme "Godzilla: Final Wars", meteram o Zilla lá no meio e claro foi derrotado pelo original. Rumores não confirmados dizem que a Toho considera no entanto o Godzilla Jr da série de desenhos animados digno de ser um dos filhos do Godzilla, uma vez que até tinha o raio nuclear como o pai. Parece que a Legendary Pictures comprou os direitos da personagem e está em vias de fazer um novo filme hollywoodesco do Godzilla... a ver vamos. Mas hey, o segundo Hulk foi bem melhor que o primeiro.


O Godzilla, originalmente visto como uma força destrutiva e descontrolada, reminiscente da guerra nuclear, tornou-se num protector do Japão com o avançar dos tempos. Mas na versão americana voltou a ser um lembrança do que a poluição de lixo atómico e de testes nucleares podem alterar em demasia o nosso mundo e colocar a nossa existência em risco. Era essa a sua inspiração inicial e, talvez por consequência, a sua missão.
O rei dos monstros do cinema, figurou em vários filmes, quer como vilão, quer como herói, ao longo dos anos. Também figurou em brinquedos, jogos de computador, e até anúncios de TV. Felizmente, o monstro-rei e os seus companheiros e inimigos enormes, só existem nos filmes. Assim, o Godzilla, como estrela de cinema muito bem sucedida e internacional que é, teve direito a uma estrela no Passeio da Fama, em Hollywood:

Os filmes são supostos ser divertidos ou suscitadores de emoções fortes, afinal o cinema é uma indústria de entertenimento. Mas os bons filmes, aqueles que perduram e são recordados, contêm uma mensagem velada, conscienciosa, para muitos invisível, nas entrelinhas dos seus diálogos e das milhentas palavras contadas pelas imagens que os compõem. Este Rei dos Daikaiju é um símbolo violento e monstruoso que surge como crítica e aviso para o futuro contra mais uso de capacidades nucleares na guerra, mas também recorda que a radiação que produzimos bem como a poluição por ela gerada tem de ser tratada e minimizada, ou podemos um dia ser destruídos pelos monstros tecnológicos que criamos.

Considerem-se avisados...

domingo, 23 de outubro de 2011

A Via da Mão Nua - Parte 3_Cinema

Hoje tenho o prazer de cruzar como tópicos duas das artes que mais me inspiram: artes marciais e cinema.
Como esta é a terceira entrada sucessiva do blog sobre Karate, restringirei os filmes abordados a filmes que falam directamente de Karate. Como tal, os 3 filmes que tenho de falar são sem dúvida The Karate Kid (o original), Best of the Best, e um filme japonês soberbo chamado Kuro-obi (aka Black Belt). A ordem dos filmes é a ordem pela qual eles entraram na minha vida. (no final de cada crítica deixo o link para a página do filme no IMDb).

Muito pouca gente da minha geração e do dito 1º mundo se pode queixar de nunca ter viste pelo menos um dos filmes deste duo dinâmico que são o Sensei Miyagi e Daniel-san. Para mim, o melhor dos filmes é o original, pois retrata o Karate duma forma bastante justa, se bem que algo que romanceada. É difícil de acreditar que mesmo com um sensei totalmente dedicado a nós consigamos passar de um esforçado cinturão amarelo para um cinturão negro capaz de ganhar um campeonato apenas porque tem um golpe de recurso que "quando bem feito, não tem defesa". Não há golpes desses na realidade. Contudo, a mensagem do filme é muito mais pura que o sensacionalismo da sua acção. Retrata bem a utilidade do Karate para engrandecimento do carácter do praticante, pois no final até o bully que passa o filme a dar porrada ao herói se reforma e é ele quem lhe entrega a taça de campeão e grita-lhe entre lágrimas "Tu mereceste-a!", validando assim a tese do Mr Miyagi que diz que "Não há maus alunos, apenas maus professores". E realmente, a veia violenta dos alunos do Kobra Kai dojo era pura indoutrinação por parte do Sensei do dito dojo que aprendera Karate no contexto do exército dos EUA. A máxima fica que o que interessa não é a vitória exterior, mas a vitória interior. Conseguirmos o auto-conhecimento e o auto-respeito para conseguirmos o respeito dos restantes. Mas o lema do filme é "Treinamos para não termos de lutar; mas se tivermos de lutar, que seja para ganhar." São boas lições para se ter, quando se vive no mundo em que vivemos. Para além disso, curto bué aquela música de flauta, tipicamente japonesa, que compõe a maior parte da banda sonora do filme. É mesmo... zen!
As sequelas deste filme são ambas aceitáveis, mas quanto ao filme em que o Mr Miyagi tem de treinar a rapariga e quanto ao novo filme com o Jacky Chan, que é Kung Fu kid na melhor das hipóteses, não me vou pronunciar. São filmes feitos apenas para continuar a explorar uma marca até ao último dólar.
http://www.imdb.com/title/tt0087538/

O filme seguinte é um pouco diferente. Não é direccionado a uma audiência mais nova, mas sim a uma audiência adulta. Trata uma história de vingança ou desejo de vingança versus o medo de perder o autocontrolo.


Nesta história, os karatecas são todos eles já praticantes batidos e de facto o filme começa com uma competição por eliminatórias onde são escolhidos os 5 melhores karatecas dos EUA, para representar o país contra os 5 melhores da Coreia, num torneio por acumulação de pontos por equipa. Sendo que os coreanos no filme são os campeões do momento, há um favoritismo normal nos filmes do lado dos "vilões", embora esta não seja um filme entre o bem e o mal, a menos que se esteja a falar do eterno conflito que decorre dentro do coração de cada um de nós. Uma das personagens principais carrega um fardo vingativo dentro de si, contra a pessoa contra quem terá de lutar no torneio. Mas o seu desejo não é utilizar o torneio para obter vingança, antes vemos a personagem congelada pelo medo de não se conseguir controlar e magoar ou matar a outra pessoa, para óbvio detrimento de si próprio. Mais uma vez é um filme focado em amizades, em trabalho de equipa, em sacrifício pessoal e que enaltece como qualidades humanas superiores o respeito, o autocontrolo, e a sempre constante máxima de que "a vitória não é o mais importante". O Karate versus Tae Kwon Do (que se pode dizer o Karate coreano) é porreiro de se ver. Não gostei da cena de se partir tijolos. Nunca conheci esse lado do Karate.
http://www.imdb.com/title/tt0096913/
A sequela deste filme já se perde um pouco, embora seja um filme perfeitamente passível de se ver para quem gosta de filmes de acção com artes marciais à mistura, mas já não tem nenhuma da mensagem do primeiro, excepto a força que existe nos laços da amizade.


O terceiro e último filme desta entrada é uma verdadeira pérola. Um mestre tem 3 alunos, todos eles com diferentes capacidades. Quando o filme começa, percebemos que 2 desses alunos são extremamente dotados, enquanto o 3º por comparação é de facto inapto na arte do Karate, pelo menos na parte física. Os dois alunos dotados são opostos naturais: um crê que a tónica do karate deve ser colocada no ataque enquanto o outro a coloca na defesa. Quando o filme começa, o mestre está prestes a escolher qual dos seus 3 alunos deve ser o próximo mestre do dojo, aquele que receberá o cinturão negro (Kuro-obi, black belt). Quando o mestre morre subitamente no início, passa o cinturão negro ao mais inapto dos 3, não para que ele seja o próximo mestre, mas para que seja ele a decidir qual dos seus dois colegas merece tal honra. Qual é verdadeiramente o mais forte, o mais sábio? Qual das vias está mais correcta, a do ataque ou a da defesa? Esta é a temática deste filme, em cujo os golpes de karate são crus e executados sem floreados como na vida real, algo que raramente se vê no cinema. O combate final é espectacular, pela sua subtileza e veracidade. Não percam este filme, mesmo que não pratiquem Karate. É soberbo.
http://www.imdb.com/title/tt1084019/

Luzes, câmera e sayonara!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

13 Assassinos

Na minha última entrada, fiz menção a um filme japonês em que o famigerado realizador Quentin Tarantino fez um cameo. E na primeira entrada deste blog disse que iria, eventualmente, falar de filmes japoneses e fazer críticas (esperançosamente construtivas) aos mesmos. Hoje estreio-me nessas andanças.
O filme em questão é muito recente e chama-se “Jûsan-nin no shikaku”, sendo que no Ocidente ficou conhecido pelo título 13 Assassinos. É em suma um filme de samurais, mais precisamente, do final da era dos Samurais. A sinopse no site Internet Movie Database (IMDb) diz apenas que “Um grupo de assassinos reúne-se, numa missão suicida, para matar um malvado senhor feudal”, e sobre a história em si eu próprio não irei revelar mais, preferindo focar-me noutros aspectos mais técnicos.
Em termos de enredo, este filme é bastante minimalista e ainda bem, uma vez que é um filme talvez um pouco longo demais e se tentasse ser demasiado complexo cansaria a sua audiência facilmente. O filme tem cerca de 2 horas e 20 minutos no total, sendo que a última hora de filme é a tão esperada, épica e massiva cena de batalha.
Como bom português que sou, vi este filme legendado e falado no idioma original, ou seja japonês. E aconselho a todos essa opção. O filme parecer-vos-á talvez mais real se em vez de estar a ouvir o inglês ou o português dobrados por cima, ouvirem o japonês, que embora a nós pareça quase alienígena pois é de uma matriz linguística completamente diferente das línguas de origem latina, acho que todos já nos habituamos àquele ritmo de conversa e intensidade de entrega de diálogo que apenas a língua japonesa é capaz. Tem no seu carácter implícito um dramatismo intenso, por vezes furioso, por vezes cómico, por vezes melancólico, que espelha bem aquilo que nós no Ocidente esperamos das convicções dum samurai.
Todos os elementos famosos do espírito do Samurai estão presentes. Existem samurais nos dois lados antagónicos da batalha e ambos guerreiam pelas suas convicções. Dum lado a convicção de que o lorde visado para morrer é mau até aos ossos e há uma necessidade de o matar, destruindo assim o mal que ele semeia. De facto, logo nos primeiros momentos do filme, vê-se que o tirano é maléfico ao ponto de não ter qualquer respeito por ninguém nem por nada, e ser um ser sádico e psicótico. As suas acções, tipicamente ofendendo a honra de vários daimyos (um daimyo é um samurai chefe de um clã) de clãs mais pequenos das formas mais desprezíveis e a despeito da vida humana, estão a trazer o país perigosamente à beira de uma guerra civil. Assim, alguns samurais decidem agir contra o seu senhor e em favor do que é melhor para o país. Esta é a quintessência do dilema do samurai. “Aquele que serve” deve eterna e completa lealdade ao seu senhor, mas se o seu senhor não a merece e é um péssimo governador, não deve o samurai, alimentado pelo povo que deve em troca proteger, cumprir o seu dever de proteger esse povo acima de todos? É de facto o filme que procura redimir a imagem dos samurais enquanto meros lordes feudais autoritários que trazem ao povo japonês actual más recordações históricas (algo que acontece hoje em dia, como já disse em prévios posts neste blog), procurando trazê-lo novamente ao estatuto heróico, como defensor da paz, mesmo sacrificando a vida e, aquilo que levam mais a sério, a honra. Traiem o seu mestre, fazendo o melhor para o povo, evitando uma guerra e acabando com um tirano.
Do outro lado, temos um samurai que assume o dever de proteger o seu senhor, mesmo sendo ele um desprezível e louco megalomaníaco psicótico. O bom neste tipo de filmes, é que nenhum dos dois samurais antagónicos são propriamente bons nem maus, pois ambos estão apenas a cumprir aquele que acham ser o seu dever. Um preferindo manter a honra a todo o custo, outro preferindo sacrificar a sua honra por um bem maior. E ainda que nos seja fácil imediatamente assumir a posição dos assassinos, que aos nossos olhos ocidentais e pragmáticos têm imediatamente as suas acções justificadas pelas acções do tirano que querem matar, temos de compreender que o outro samurai procura apenas cumprir os votos que fez, uma palavra que deu, de estar ao serviço de um homem, guardando a sua vida. Outro dos factores que contribui ao escolhermos o lado dos assassinos é o facto de eles serem 13 a lutarem contra 200. Naturalmente, o ser humano torce pelo mais fraco. É ainda subtil e levemente discutido aquilo a que eu chamo o factor “Vida num Sopro”. Ou seja, a ideia de que nos devemos entregar de corpo e alma àquilo que fazemos, às nossas convicções, lutando por elas sem medo da morte e de facto como se a procurássemos. E tendo consciência dessa proximidade da mística entidade ceifeira, todos os instantes de vida se tornam mais preciosos e mais belos. Neste filme, e é isto que o torna bom, a honra é apresentada como sendo um conceito completamente relativo. Depende sempre do conjunto de valores morais que o seu detentor possui.
No filme, para além do tirano, dos assassinos, e do exército que protege o tirano, existem ainda personagens motivadas pelo desejo de vingança que ajudam os assassinos a pôr em prática o seu plano.
A cena de batalha sinceramente gostei, embora não seja nada de novo. É feita sem grandes efeitos especiais, para além do muito sangue que corre. Deu-se importância no decorrer da história à preparação dos samurais assassinos para essa mesma batalha, procurando formular uma estratégia que lhes permita vencer contra probabilidades tão negativas, seguindo preceitos da Arte da Guerra de Sun Tsu, bem conhecida no mundo feudal oriental. Escolha de local, elemento de surpresa, emboscadas, utilização de todas as vantagens. Só houve um pormenor que não gostei e que é muito parecido com algo que se passou no filme 300. Tem a ver com o não uso ou pouco uso de arqueiros e mais não direi. Mas é uma batalha credível a deste filme, com 13 guerreiros tipo forças especiais a limpar 200 soldados “carne para canhão”.
É, como não podia deixar de ser, um filme para adultos, com cenas de carnificina, violação, assassinatos, muito sangue. Para além de ser para adultos, é para adultos que se revejam ou sejam fãs deste género de cinema.
Em suma, se são fãs de filmes de samurais, especialmente do clássico Seven Samurai, de 1954, vão gostar muito deste filme. Eu pessoalmente já não via um tão bom no tópico desde “O último Samurai”, sendo que o "13 Assassinos" talvez por ser completamente japonês e não uma produção de Hollywood me pareceu tão mais realista. A batalha final, no que me diz respeito, está muito melhor e mais convincente dum ponto de vista estratégico, embora em termos de números a relação é a mesma. Isto é, um dos exércitos tem um número de efectivos que é uma ordem de grandeza superior ao outro. Em termos de valores e do espírito do samurai, estão igualmente bem representados face ao "O Último Samurai", sem contudo serem narrados e compreendidos aos olhos dum ocidental, mas explicitados pelas acções das personagens.
Podem encontrar muita mais informação sobre o filme, incluindo trailer, trivia e poster, em:


http://www.imdb.com/title/tt1436045/

Num assunto relacionado, há uma série de anime chamada Shigurui, infelizmente inacabada, que é muito ao género deste filme e que se baseia nos acontecimentos que levaram ao primeiro combate dum torneio histórico e famoso de esgrima com samurais do mesmo período histórico que este filme. É uma série de animação igualmente violenta, com personagens muito ambíguas, algumas também insanas e psicóticas. Se gostarem do filme, procurem ver a série. Eu pessoalmente, não me farto de samurais. ( Mais info em: http://www.imdb.com/title/tt1233119/ )




Alex,
Signing off… 4 now!