Mostrar mensagens com a etiqueta festa do Japão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta festa do Japão. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Jardim e Festa do Japão - uma crítica que se espera construtiva



Meus amigos, mea culpa! Já pareço o governo, que promete e não cumpre. Tinha-vos dito que esperava ter ontem escrito mais um post, chego-vos apenas hoje, já virado o mês. Mas há que salientar uma crassa e notória diferença entre a minha conduta e a do governo: eu tardo mas cumpro, eles (com)prometem(-se/-nos) e nem cedo nem tarde cumprem. Mas não vos trago hoje politiquices, muito embora vos trá-las-ei dentro em breve, não só banhadas de críticas, mas também recheadas de ideias que se não são inovadoras, são pelos menos exemplificativas de caminhos alternativos a esta nociva união nacional que se avizinha, baseada num consenso forçado pelo medo e numa ilusão de paz social feita apenas de retórica política, um verdadeiro e nada admirável estado novo que a concretizar-se para lá das palavras, ter-me-á como inimigo constante.
O que me traz contudo aqui hoje é cultura que vivi e que quero convosco partilhar.

Finalmente consegui ir a uma edição da Festa do Japão, em Belém. Este é o relatório do pedacinho que lá passei.
Já estava para lá ir desde a primeira edição, que, se não me falha a memória tinha ainda mais para ver que esta teve, pois não vi lá autómatos japoneses, por exemplo. Mas actividades não lhe faltou, como demonstra o link abaixo:
Também nunca tinha ido ao Jardim do Japão em Belém. Fica muito próximo do Padrão dos Descobrimentos e do Museu da Arte Popular, já para não falar de termos o Tejo com toda a sua beleza natural dum lado e o CCB, com a sua majestosa arquitectura, do outro. O jardim em si um espaço airoso e verdejante, e tive a sorte de o visitar pela primeira vez (aquela que nunca se esquece) num solarengo mas não demasiado quente dia de fins de Primavera lusitana. Ainda assim, esperava mais Japão naquele jardim. Algo mais assim:
Esperava jardins de areia e pedra, que não vi; esperava uma lagoa artificial rodeada de pedras com uma pontezinha a atravessar ao estilo nipónico, que não marcou presença; e, porque não?, uma daquelas fontes com um fio de água que corre a encher uma cana que periodicamente, quase uma clepsidra nipónica, se esvazia sozinha por meio tão-somente da gravidade; umas quantas de cerejeiras trariam uma muito em falta sombra e complementariam a imagem; já agora, que estamos com a mão na massa, uns Budas, um portal japonês, e talvez uma estátua de um dragão a invocar uma lenda japonesa, a de Izumi Kotaro por exemplo, e uma outra para o dragão de S. Jorge, fazendo-se assim uma ligação a Lisboa. Ambas as estátuas deviam estar orientadas, de forma a que a de motivo japonês estar a oriente da com motivo ocidental, e cada uma acompanhada duma placa com um resumo da lenda, em português e em japonês.
Tentei encontrar a lenda de Izumi Kotaro online, para a colocar aqui de permeio, em forma resumida, mas confesso o meu falhanço. Enfim, eis mais uma super-imagem (in memoriam dos super-ministérios já extintos do governo), que aconselho-vos a fazerem download para o vosso pc, afim de com o zoom, verem bem os pormenores, que contém em pormenor detalhado algumas da ideias que menciono acima:
Eu sou assim, um tanto ou quanto exigente. Eu sei, eu sei, estamos em crise… mas fica talvez a ideia para ser concretizada num futuro mais risonho. Dito isto, as colinas e vales que o compõem, em dimensões de Portugal dos Pequeninos, são perfeitos para um piquenique familiar ou de amigos, para namoricos à beira rio (cuja presença na Festa se fez sentir) e, last but never least, para as brincadeiras de crianças, daquelas que nem exigem brinquedos, como jogar à apanhada, brincar aos cowboys e índios, ou às escondidas… mas saberão os miúdos da era do smartphone e Facebook ainda brincar assim? Já começo a parecer os meus pais, quando falavam da minha geração do PC e das Sega Saturns. Lembro-me de ir uma vez a uma visita de estudo a Lisboa, na primária, não me recordo do ano, provavelmente mais uma ida ao Jardim Zoológico, e ver no caminho, de dentro do autocarro, o prédio majestoso, todo ele janelas de vidro que dizia simplesmente em enormes letras azuis e brancas: SEGA. Nessa altura, ainda a Sega fazia consolas, agora só faz jogos para as consolas dos outros e pc’s. Menciono-o não sem nostalgia, mas também por ser uma empresa japonesa. Mas digresso, nesta batalha diária entre o adulto emergente e a criança nostálgica que alimenta os meus sonhos.

Portanto, o Jardim ficou aquém das minhas expectativas, muito embora esteja um espaço bem cuidado, que peque apenas por falta de mais sombra. Mas e a festa em si?
Ora bem, a festa era composta de quiosques ou bancas com vários workshops que, segundo fui mais tarde informado por uma amiga (Obrigado, Tita), se fizéssemos todo o circuito de workshops com um cartãozinho que seria carimbado em cada bancada, receberíamos depois uma t-shirt do evento. Por não saber que assim era e também porque não dispunha de muito tempo, uma vez que estava na recta final duma fase de exames, não fiz o circuito. Espero que essa ideia se mantenha para o ano. Havia também um palco principal onde, durante o tempo que eu lá estive, se faziam demonstrações de artes marciais, estando representados várias escolas e estilos, armados e desarmados e mistos, de origem nipónica. Não podia faltar a zona comercial, onde se poderia diferenciar a zona de Comes & Bebes, onde a fila alastrava e se tornava cada vez maior (o que no meu tempo limitado me impediu de qualquer ideia de provar alguma das iguarias), qual um poderoso e serpenteante dragão oriental, e uma zona de bancas de merchandising, manga e produtos de ervanária japoneses. Havia também um quiosque de venda de cerejas do Fundão (imagem acima). Tinham excelente aspecto, e de bom grado teria dado os 2 euros pelo cartucho, não fosse mais uma vez a fila crescente combinada com falta de tempo. O povo Português a demonstrar que é efectivamente um excelente garfo, pois se haviam filas era para a comida! As cerejas estavam lá muito bem, pois têm um lugar de destaque na cultura japonesa, na vinda da Primavera, algo que já antes mereceu a minha atenção no post Haru:
Mas o que é uma festa sem convivas? E, felizmente, não faltava gente no evento, folgo em dizer. O dia estava convidativo e o pessoal não faltou. Velhos, novos, homens e mulheres, pessoas de todas as cores e formatos possíveis, mesmo como eu gosto. E haviam os que sobressaíam de entre a multidão: os praticantes de artes marciais, com os seus guis de treino; algumas mulheres japonesas com kimonos tradicionais, que estavam nas bancas de workshops e/ou que preambulavam pelo jardim; e os praticantes de cosplay, que se vestiam não só de personagens de manga, mas também de outras personagens menos identificáveis, numa mescla entre o espírito ibérico de Carnaval e o espírito nipónico do Cosplay, como a super-imagem acima (fotos minhas) e o vídeo abaixo (que não é meu, mas sim do canal de youtube da Ana Santos) testemunham:
Diria uma grande maioria, não tenho disso dúvidas, que a festa tinha então tudo o que era expectável. Eu nunca pertenci a uma maioria, excepto aquela para a qual nasci e sobre a qual não tive escolha por razões óbvias, a dos caucasianos, e portanto, fiel a mim próprio, pertenço à minoria que esperava mais deste evento. Queria workshops de Karakuri (autómatos japoneses), quiçá a possibilidade de comprar um na forma de kit para montar em casa (uma ideia para os senhores do merchandising), por exemplo?
Para alguém que adora “meter as mãos à obra” e “dar o corpo ao manifesto”, seria óptimo workshops das próprias artes marciais, onde quem quisesse pudesse ir aprender 3 ou 4 golpes duma ou de outra arte, mesmo dar uns trambolhões, o que para pessoas com formação prévia num ou vários estilos é sempre uma mais valia. Não exigiria muito, apenas alguns tatamis e a disponibilidade de 1 ou 2 senseis e/ou senpais, por parte a organização, e roupa de treino para os que quisessem participar dessa forma. Para quem pratica, há uma incomensurável diferença entre ver e fazer, acreditem.
Uma arte marcial que podia bem dar-se a conhecer desta forma era a do tiro com arco japonês. Foi feita, nesta última edição da Festa do Japão, uma demonstração de uma kata de tiro com arco no palco principal. Não se pode exemplificar o disparo de uma seta, por razões óbvias, mas para simular a tensão de disparar um arco, os artistas marciais fizeram a Kata a mãos nuas e depois com uma borracha na mão. Mas podia-se fazer esse disparo e disponibilizar essa experiência aos frequentadores da Festa, preparando-se uma espécie de carreira de tiro, para esse efeito, tendo especial atenção à segurança da actividade. Eu lembro-me de ter 10/11 anos e ir a uma Feira de Caça e Pesca onde disparei um arco. Foi a minha primeira experiência nessa arte. Na altura, nem força tinha para puxar a corda e fazer pontaria ao mesmo tempo, pelo que o resultado não foi nada bom: duas setas a falharem o alvo, acertando nos fardos de palha, e a terceira a cair no papel do alvo, mas fora da circunferência maior. Mesmo com o falhanço, e com a ilusão que "à quarta é que teria sido", a experiência em si não deixou de ser deliciosa. Entretanto, já experimentei novamente, em 2010, no Alto Alentejo, onde fiz 3 dias de turismo rural e actividades radicais com o meu melhor amigo, e sou consideravelmente melhor agora. Ora, a Kata do arco, pelo menos a que foi demonstrada, é simples e ninguém espera ficar logo mestre. Podiam disponibilizar-se para a ensinar, de mão livre e com borracha. Será, garanto, uma experiência que se leva para casa no coração e na memória sensorial, em particular se depois nos for permitido executá-la com arco em mãos, culminando numa única (para evitar filas) tentativa de disparo real. Não seria possível aos mais novos, por imposição das próprias medidas do arco nipónico (mais alto que o Arco Longo ocidental), mas os adolescentes e os adultos sem dúvida que não diriam não à experiência. Até se pode dessa forma, granjear mais alunos para o dojo (fica mais uma ideia). Até se podia também ter lá um arco ocidental, para se poder também experimentar e comparar as experiências. Nem que se pagasse um X pela experiência.
Seria também desejável ver muito mais japoneses. Por incrível que pareça, numa festa do Japão, contavam-se os japoneses pelos dedos das mãos. Seria engraçado haver maior interacção entre os dois povos, no decorrer da própria festa. Pelas fotografias, poderão notar que as artes marciais foram demonstradas por portugueses, por exemplo. E nem um mestre japonês. Nós temos mestres excelentes, eu conheço alguns pessoalmente. Mas também conheci mestres japoneses de Karate e há uma diferença que vai muito para além da língua falada, da técnica, ou das diferenças físicas. Senti que faltou essa interacção cultural. Espero que para o ano possa desfrutar da festa em pleno, sem estar forçado por razões pessoais a olhar para o relógio, mas gostaria que se pudessem realizar estas pequenas alterações, para a festa se tornar toda ela mais interactiva. Por exemplo, aproveitarem a visita de crianças ou jovens japoneses traduzidos a conhecer Lisboa por iniciativa de ambos os governos, acompanhados de interpretes ou que falem eles inglês, para que houvesse mais intercâmbio com portugueses.
E para mero gáudio de visionamento, porreiro, porreiro seria vermos umas armaduras de Samurai (uma que fosse), para além das exposições de bonsais e caligrafia e demonstrações de artes marciais:
Deixo aqui este apelo, na esperança de que, tal como o esforço contra a aplicação do AO90 nos boletins da Embaixada parece ter sido ouvido (sendo que tenho plena consciência que não terei sido o único a pressionar nesse sentido), seja escutado e se possível sirva de crítica construtiva que resulte num aprofundamento do muito bom trabalho que já foi, tem vindo a ser, e é continuamente desenvolvido.
Verdade seja dita, que eu teria desfrutado muito mais se tivesse ido com mais tempo e paz de espírito, mas contínuo a advogar uma maior experiência prática para a festa. Imagino que a malta do cosplay ou os praticantes de artes marciais que fizeram as demonstrações não se queixem disso, com boas razões. Mas para o comum visitante, falta, na minha opinião, essa componente. A festa a mim soube-me um pouco como o Sushi: o Sushi que se come no Ocidente está a um mundo de diferença do verdadeiro Sushi Japonês. O que eu gostaria de ver era o encurtar dessa diferença.

É verdade, alguém viu a bengala do Maestro Vitorino de Almeida?
Estranhamente, na imagem deste jornal, que saquei da página de facebook do Nuno Markl, nem sequer se vê bem a bengala, por isso mesmo que a queiram procurar, chapéu! Mas pede-se a quem a encontrar que a devolva ao seu dono, quiçá via facebook do Markl, visto que a notícia também não ajuda nesse departamento, pois todos nós (ou quase todos) sabemos o que é o valor sentimental duma herança familiar. Pede-se apenas um pouco de simples (mas tão rara) solidariedade humana.
Parece que terá ficado num táxi (ler artigo na imagem acima). Lembram-se da teoria do Nuno Markl sobre a ligação entre o Táxi e o Michael Jackson?
De que cor eram os táxis nos anos '70 e '80? Pretos (esquecendo a capota verde). E o Michael?
De que cor eram os táxis na década de '90 e '00? Brancos. E o Michael?
Ah pois é!! ehehe
Flashbacks de quando eu via o Curto Circuito, onde o Markl soltava destas pérolas entre críticas de cinema.

Sayonara, tamodachi! ;)

P.P.S.: Encontrei este vídeo na busca de vídeos sobre a Festa do Japão e não resisti em adicioná-lo a esta entrada. Para quando uma representação em peso, uma comitiva portuguesa, para ir lá vender loiça das Caldas???? Até parece que não precisamos de exportar! :D
Festival da Fertalidade em Kawasaki:

terça-feira, 14 de maio de 2013

Novidades Nipónicas e + Desacordo!

Olá, "senhoras e senhores, irmãos e irmãs, amigos, camaradas"!
Esta entrada para variar vai ser curtinha mas ainda assim cheia de informação. Para não variar vou cascar mais um bocado no Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), ao mesmo tempo que vos dou as últimas sobre Portugal e o Japão.
Começo por vos falar de oportunidades, lá fora e cá dentro:

O Japão estreita mais uma vez a distância que nos separa disponibilizando bolsas de estudo/investigação para portugueses que queiram para lá ir estudar. O processo de candidatura está todo explicado nesta notícia do público.
As oportunidades dentro do país vão aparecendo mensalmente, sendo focam a transmissão cultural, e poderão verificá-las no:

Dos eventos destaco a Festa Japonesa, em Belém, que se realizará a 15 de Junho, no Jardim do Japão. (para mais informações, verificar link acima).

E pronto, tendo terminada a parte agradável, vamos então agora abordar o (des)Acordo. Lembram-se de eu vos falar, e não sou o único, da ambiguidade inata deste AO90? Bem, eis mais um exemplo de como ele sabota qualquer tentativa de se ter um vocabulário científico universal e NÃO ambíguo.


Repare-se que o Expresso já adoptou um novo Acordo Ortográfico. Não o de 1990, que diz utilizar, mas o AOCM (Acordo Ortográfico do Correio da Manhã), que basicamente diz que se aplica o AO90 mas não completamente... Esta universalidade é suprema.
No boletim que postei acima da Embaixada do Japão só detectei um erro derivado à aplicação do AO90, mas ou foi lapso ou foi causado por copy paste uma vez que o evento em questão está relacionado com uma escola portuguesa.
Como gosto sempre de fazer, vou deixar-vos também com mais uns exemplos de desobediência activa ao Acordo Ortográfico de 1990:
O Jornal Sénior é uma nova publicação, com um público alvo mais velho o que é inteligente sendo que a realidade portuguesa é a de uma população envelhecida, tal como parece que acontece no Japão. Este jornal não aplica o AO90. Como costumam dizer os camaradas da página do Facebook Tradutores contra o Acordo Ortográfico: "Saúda-se!"
Escrevem-se livros não só a identificarem pormenorizadamente os erros do AO90, mas também a contar a sórdida Origin Story (expressão idiomática do mundo da banda desenhada norte-americana) deste documento pseudo-científico, pseudo-cultural, gerado por interesses político-económicos.
Por falar em Economia, note-se que parece que se venderam cerca de 1 milhão de livros a menos em Portugal no ano de 2012, face aos anos anteriores. A primeira reacção (e não pode deixar de ser um factor com enorme peso) será culpar a crise. Mas será só isso? O camarada JAA do blog que postarei a seguir não acha e eu partilho da sua opinião:
Só para enfatizar este argumento, vou partilhar com vocês algo que me aconteceu recentemente. Estava eu no Vasco da Gama, Centro Comercial em Lisboa, a fazer tempo à espera que me enchessem o tinteiro da impressora, quando resolvi ir à Bertrand ver as novidades e quiçá ler umas páginas de algum livro desconhecido. Tinha 1 hora para matar, segundo o funcionário da Worten. Depois de vaguear pelas estantes encontrei um livro de autor português cujo título me intrigou. Chama-se "O Leitor de Cadáveres". A história passa-se na China, no início do segundo milénio D.C., anno domini se preferirem, e conta a história de um rapaz muito inteligente que se tornará uma espécie de médico legista da época. A contra capa do livro informa que a história é baseada em dados históricos e como eu sou grande admirador da civilização milenar chinesa (quanto mais não seja pela sua esmagadora antiguidade), peguei no livro e comecei a devorá-lo. Perdi contudo o apetite e até a fome, quando já ponderava comprá-lo, quando detectei o AO90. Foi difícil, pois nas primeiras páginas não aparecem nenhumas palavras em que houvesse diferença. Assim que tal aconteceu, fui ver a editora... tem o nome Porto, mas não foi por ser Benfiquista que eu, após acabar o primeiro capítulo, arrumei o livro onde o encontrei e fui buscar o meu tinteiro, já sem interesse nenhum em gastar o pouco dinheiro que tenho num livro cuja história até me poderia ter interessado. É que como disse Saramago, ele a ironizar mas eu muito a sério parafraseio, tirarem-me os C's e os P's faz-me mal!
Felizmente ainda há editoras com inteligência e noção de cidadania, como a Guerra e Paz que acabou de se juntar às nossas fileiras, no mesmo mês que a Maxim saiu do armário: o mais recente inimigo do AO90.

O meu melhor amigo está-me sempre a dizer que não vale a pena, que não percebe porque me importo com isso, que já não há volta a dar, porque o AO90 já está implementado, que os putos já o estão a aprender na escola... mas estarão mesmo? Como os governos do centro adoram destruir a Educação é algo que me espanta tanto que não me espanta nada, pois os governos do Statu Quo, dos interesses económicos, do PS(D), lucram da ignorância e apatia intelectual daqueles que governam. Neste tópico, aconselho a leitura também de outra notícia, desta volta sobre os custos que vão acarretar a súbita alteração no programa de Matemática, na qual um atento leitor do Público online comenta o facto de serem as editoras a lucrar com isto tudo e serem o lobby que domina o Ministério da tutela. Será sem dúvida nenhuma a isto que se refere o Cavaco (que teima em não arder de vez) quando fala no Potencial Económico da Língua Portuguesa, mais uma forma de infligir sacrifícios aos já martirizados portugueses. Sem dúvida o nosso iluminado PR é produto de divina inspiração (que afirmação mais deplorável do ponto de vista secular!!).

Para terminar, é importante perceber-se, e não me canso/nunca me cansarei de o realçar, que não é só em Portugal que se resiste ao AO90, mas sim em toda a Lusofonia. A Rádio Televisão de Cabo Verde e a Televisão de Moçambique não usam o (des)Acordo Ortográfico. Estes são os canais homólogos da nossa RTP nos seus países, canais públicos controlados pelo estado e ambos estes estados terão rectificado o AO90. Agora digam-me quem anda a propagandear desinformação, Ciberdúvidas? E o meu post anterior bem demonstra que muitos brasileiros estão contra o AO90.

Vá lá, portugueses, assinem sem demora a ILC contra o AO90 se ainda não o fizeram. Para tal usem os links abaixo:
Como obter o número de eleitor, via net ou telemóvel

Despeço-me com amizade, eternamente grato por me lerem, mais ainda se a mim se juntarem nesta luta as vossas vozes, pois se tens net e sabes ler, 'tá na altura de começares a escrever também! Convertam as vossas canetas em katanas! A Cristina Pinheiro Moita já o fez com o poema que abaixo vos deixo.
Abaixo o mAO90ismo!
Sayonara, tomodachi! ;)

«Este acordo ortográfico
Por vezes até nos faz rir
Não sei por onde parámos
Ó que caminho a seguir
Se é “pára” já não existe
Se para não sei se “pára”
Para / “Pára”
“Pára” / Para
Quem me sabe explicar?
Porque não “pára” a idiotice
As crianças gostam de brincar
Mas não querem tanta burrice
Faltasse a pala ao Camões
Quem sabe ele ainda visse?
Para trocar o “pára” por Stop
Antes que alguém caísse»