Como sempre, a Embaixada mandou-me novas e eis que as venho veícular, juntamente com outras que foram surgindo no meu radar. Este mês, como fazem às vezes, o email portador do boletim da Embaixada trouxe o link para o mesmo e não apenas o ficheiro pdf. Portanto, deixo-vos o link para o boletim, do qual vou realçar os eventos que acho pertinente fazer. Estão espalhados pelo mês e pelo país.
Antes de começarmos com os eventos, queria apenas expressar a minha tristeza pelo encerrar derradeiro da Majora, ficando ainda a esperança que num futuro mais risonho algum português pegue na marca e a relance (e aos postos de trabalho que se perderam) e voltemos a reforjar, mais forte e competitiva, o mercado de brinquedos em Portugal. Até lá, e a partir de amanhã dis 3 de Novembro, o Correio da Manhã (Jornal que tem um acordo ortográfico acordado consigo mesmo, imitando o que faz o estado português e ficando-se pelo mixordês e que eu não compro) faz-se acompanhar com jogos tradicionais da Majora:
Ataquemos então o boletim informativo, começando por Lisboa:
Eu estou particularmente interessado neste seguinte e vou pedir mais informações para o email indicado, para saber se posso assistir ao curso e quais as condições para tal:
Seguem-se os eventos que ocorrem em Lisboa mas também noutras cidades:
E assim chegamos ao Porto:
Em Gaia:
Também no Porto mas já fora da informação dada pela Embaixada, existe ainda este workshop:
Não esquecendo da Capital Europeia da Cultura e Berço da Nação:
Um pequeno à parte, só para congratular o Luís de Matos, o mais famoso ilusionista português,que foi premiado em Londres:
Além de conhecer alguns truques simples, com cartas e outros, sempre adorei a arte do ilusionismo embora não tenha ido muito longe nesse campo. O Luís é um exemplo para qualquer pessoa que sonhe em trazer magia à vida das pessoas sem as iludir sobre o facto de ser mera ilusão e engodo. O Ilusionismo é das poucas instâncias em que sabemos que estamos a ser enganados e podemos ter prazer com isso. Outra arte capaz de o fazer é a 7ª.
Quero também realçar algo que me esqueci de mencionar noutros boletins da Embaixada Japonesa, que é o papel da NCreatures em publicar e veícular Manga em Portugal.
Se gostam de anime e manga, não deixem de visitar o site da NCreatures, cuja versão portuguesa é, pelo menos há data, SEM Acordo Ortográfico de 1990:
E como eu acho que a Democracia Directa é o modelo que devemos adoptar para o futuro, uma das formas de nos irmos treinando para ela, além de nos mantermos constantemente informados pelos canais oficiais e por outros que arranjemos, é o irmos lendo e assinando petições com as quais concordemos. Eis algumas que eu subscrevi recentemente.
Eu esforço-me aqui por ir falando do drama de Fukushima e tenho um post bastante extenso sobre essa situação para escrever, baseado em várias notícias que têm saído na imprensa portuguesa e internacional. Mas esse post requer bem mais tempo e calma.
Note-se que os leões andam a ser mortos pelos ossos e para com eles fazer "poções mágicas" para melhorar performance sexual. Isto é ridículo e odioso. É por isso que não gosto de crendice e/ou superstição de qualquer tipo.
Não concordo que o pai que era presidiário foragido, que leva o filho de 13 anos para um roubo, e o coloca em ainda mais perigo fugindo à polícia, tenha direito a receber do oficial que matou essa criança durante uma perseguição qualquer montante de compensação, ainda para mais 80 mil euros. É de loucos. Qual é então o impeditivo ou a lição aprendida, que impeça este criminoso inconsciente e desumano de voltar a fazer o mesmo com outro filho(a)? Qual é a mensagem que está a ser dada a outros bandidos que lhe sigam nas pisadas?
Resta-me ainda deixar uma palavrinha para dois projectos.
O primeiro é da União Europeia que nos pergunta como é que impedimos tanto lixo de chegar aos mares? (link) E o segundo é sobre dois jovens que desejam restaurar o Palácio de Cristal do Porto. Eu sou todo a favor da manutenção e rentabilização (por oposição à venda) da nossa herança cultural, sejam material ou imaterial, por isso desejo-lhes a melhor das sortes e espero que encontrem o apoio que necessitam para tal. Todas as informações aqui.
Não se esqueçam que amanhã (dia 3 de Novembro) é dia de eclipse parcial do Sol. Vamos ver é se as nuvens cooperam e deixam ver. O apogeu será pelo 12h20 (hora de Lisboa) e pelas 13h já deve ter acabado. É o último deste ano. (link) Não olhem directamente para o sol. Usem filtros apropriados. ;)
Por agora é tudo e vejam lá se carregam na imagem lá em cima, que diz que eu não respeito o Acordo Ortográfico, e assinem por favor a Iniciativa Legislativa contra o Acordo Ortográfico de 1990.
Amigos, eis que chegou Outubro e
cá venho eu dar-vos umas dicas culturais (algumas indicadas pela Embaixada do
Japão, outras doutras fontes) em Portugal. Já agora, reservo-me ao direito de não
dar aqui voz aos eventos cuja organização e/ou criador tenham adoptado o acordo
ortográfico de 1990 (AO90). Mas do AO90 falarei mais e em extensão ainda este
mês, mas num post a ele dedicado.
Por outro lado, venho também
alertar para os fazedores de opinião e como exemplos vou usar o fenómeno
(social) reality show da TVI, que faz em 2013 13 anos e do professor Marcelo
Rebelo de Sousa e outros comentadores da actualidade.
Portanto, tiremos da frente as chamadas de atenção culturais para depois
nos dedicarmos inteiramente ao proverbial “elefante na sala”.
No Porto:
Em Lisboa:
Relembrar a Exposição Sou Fujimoto em Belém:
Em Lisboa também, quero realçar e referir a Exposição "Mais Menos", que é uma prodigiosa crítica ao Capitalismo desenfreado que ataca a nossa Sociedade Global. Eu não vou faltar. Mais informações nos links abaixo:
Local: Rua Fernando Palha, Armazém nº56 - Marvila - Lisboa ATENÇÃO: ESTA EXPOSIÇÃO TERMINA ESTE SÁBADO DIA 12 DE OUTUBRO. Desculpem não avisar mais cedo, mas também só descobri ontem. Site oficial: http://maismenos.net/
Portanto, quanto aos reality
shows, particularmente os do género Big Brother (nos quais se engloba Secret
Story), o que vos tenho a dizer é que o nome original é o apropriado, pois este
género de programas não são só Orwellianos no facto dos “concorrentes” (e
coloco entre aspas essa palavra porque estes programas NÃO são um Jogo, e já
explico porquê) serem gravados 24 horas por dia, à excepção da retrete, onde
são no máximo vigiados, mas também porque a Endemol e a TVI fazem uma campanha
de desinformação e edição da realidade como bem entendem para, ignorando o que
realmente se passa na Casa, passarem para o público do programa a história que
a produção deste último vai guionizando. Poderão vocês perguntar: mas então
todos os concorrentes são actores a desempenhar um papel? Não será isso
impossível considerando o tempo que demora? Não teriam de ser actores incríveis
para aguentar um papel 3 meses?
Bem, se fosse necessário, sim.
Mas a verdade é que é facílimo editar imagens e som para com um filme fazer
outro. Quantas vezes não sai uma versão dum filme para o cinema, depois uma
versão diferente em DVD (algumas em que o sentido da história muda por
completo, no caso do "Blade Runner" por exemplo) e ainda um directors cut?
Portanto, enfiam-se 20 marmanjo(a)s numa casa com câmaras, onde a única regra é
que a Voz é soberana e onde o jogo consiste em mentir aos restantes para não
descobrirem um segredo, enquanto cumprem missões secretas (os outros também não
podem saber-te em missão) mandadas pela Voz. Essas missões fazem com que os
concorrentes tenham atitudes e acções que normalmente não teriam, ficando estas
gravadas e fora de contexto, sendo que o contexto pode ou não ser transmitido à
audiência que vê o programa. Relembro que na emissão quasi-não editada, porque
a produção cala microfones de concorrentes e ou muda de cena conforme lhes dá
jeito no canal 13 do Meo, nunca vemos os concorrentes no confessionário.
Portanto, quem acompanha na Zon ou por TDT nem sabe da missa a metade.
Considerando que são as imagens que chegam à generalidade da população que
formam o maior número das opiniões, até porque ver aquilo em directo é tão
maçador quanto qualquer outra novela da TVI, e considerando também que se isto
fosse mesmo um Jogo seria ganho pela popularidade, conclui-se que se a produção
edita as imagens para escrever a novela “da vida real” que quer está a minar ou
a favorecer a popularidade deste ou daquela “concorrente” e como tal a viciar
as suas hipóteses de ganhar. Passa-se o mesmo na política e lá chegaremos.
Mais, o facto dos participantes não serem actores, só faz com que as suas
reacções sejam mais genuínas, o que é melhor que lá meter bons actores que pela
fadiga desmascarem o programa ou maus actores que se veja logo estarem a
fingir.
Qual o interesse, diriam vocês? O
dinheiro que muitos patetas gastam de telemóvel a votar neste ou naquela
participante.
Ainda quanto aos reality shows,
vou dar uns exemplos deste que agora decorre na TVI/Meo.
Primeiro exemplo: esta semana
houve uma prova qualquer em que um “concorrente”, que é pai e tem lá a mãe da
sua filha a participar também, chamemos-lhe T, recebeu um telefonema da Voz que
o mandou dar um beijo a uma concorrente na boca. Eu vi a cena ao lado da minha
mãe, em directo e não editado no Meo. Claramente o gajo virou-se para uma concorrente
muito vivaça pequenita, chamemos-lhe J, e disse “Queres-me dar um beijo?” mas o
beijo não aconteceu e passado algum tempo ele disse para as mulheres que lá
estavam “Quem me quer dar um beijo?” e outra concorrente bem alta, chamemos-lhe
D, saltou enérgica do sofá e aceitou com agrado o desafio. Mais tarde, a ferida
mãe da filha do gajo em questão disse que essa rapariga parecia que tinha um
foguete no cu para o beijar, enquanto que a D afirma que foi directamente
convidada a isso. No compacto da TVI generalista, ouvimos o T dizer “Queres-me
dar um beijo?” mas não se vê a quem ele o diz, não ouvimos a segunda pergunta
feita a qualquer mulher que está na sala, e vemos a D a aceitar o desafio. Ora
isto é uma edição de imagem e som para reescrever os acontecimentos na Casa e
formar a opinião, tornando “verdade” uma das versões de uma das participantes
em detrimento da outra, que surge como alguém que está iludida com a realidade
por questões amorosas. No 1984 de Orwell, que hoje anda muito no meu pensamento,
havia um ministério inteiro (onde trabalha a personagem principal do filme) que
se ocupava de reeditar e voltar a emitir livros de história e até jornais de
forma a reescrever a história de acordo com as “verdades” do governo central,
personalizado no Grande Irmão.
Segundo exemplo: referindo-me ao
facto de eles até editarem o que nós vemos no Meo, por exemplo quando a
conversa não lhes agrada eles prontamente mudam as cenas. Conversas explícitas
sobre sexo ou quando os concorrentes afirmam que andam a partilhar medicação,
sem aconselhamento de médicos, dentro da casa para poderem dormir, a Produção
muda logo de micros e local da casa a ser mostrado.
Só para reforçar a ideia de porque
é que não é um jogo, não há nenhum jogo ( que eu conheça) em que não haja regras
excepto obedecer ao mestre. Talvez ele exista na Coreia do Norte (estado
Orwelliano tornado realidade) ou numa relação Sado-maso.
Uma última nota sobre o reality
show actual da TVI. Ora eu vi o BB1 e fui das pessoas que curtia o Marco
Borges, participante que por ter agredido outro saiu da casa (embora o tivessem
tentado convencer a ficar). Depois disso o Marco surgiu aqui e ali, em
programas de rir, como por exemplo um que parodiava o Big Brother onde Ricardo
Araújo Pereira encarnou D. Afonso Henriques, com o célebre “Vamos andar à
porrada!”. Achei uma certa piada que o irmão do Marco, o Aníbal, entrasse agora
na casa. Essa piada morreu ao fim do primeiro dia. O que o Aníbal está a fazer,
não sei se por autoria própria se por desejo da produção (se por ambos), é
assumir um comportamento de um tirano. O Salazar também não queria confusão nas
ruas, queria paz e sossego, e a PIDE impunha-a. O Aníbal faz isso também e
sozinho, mas num mundo de 20 pessoas e um Deus (a Voz), única autoridade acima
de Aníbal. Na Coreia do Norte, também uma ditadura de cariz militar, acreditam
ou fazem o seu povo acreditar que o Pai morreu e lidera do Céu, enquanto já
renasceu no Filho que lidera o exército na Terra. Estão a 1 passo duma santa
Trindade, e na Casa dos Segredos, Aníbal e a Voz fazem esse duo dinâmico. Até
têm Mandamentos da Voz e parece-me que o Aníbal está desejoso para ser o Papa,
senão o Messias!
Depois, o Aníbal vem com uns discursos moralistas incríveis (como se não
tivesse 37 anos mas sim 1000. É que até podia ser eterno e um Deus, eu não
reconheço autoridade a ninguém excepto mediante argumentos válidos e não apenas
de autoridade, sobre a minha pessoa) e uma incrível falta de humildade, sob uma
máscara, que só engana tolos, de uma pessoa extremamente humilde. Diz aos
outros que tratem as raparigas da Casa como irmãs, “porque elas têm família em
casa”, e depois diz a uma que ela é má pessoa (não dizendo mais nada, mas
depois justificando essa afirmação com o facto da pessoa ser fútil. Posso ser
só eu, mas acho que ser-se fútil não implica ser-se uma má pessoa)
esquecendo-se que a família dela está a ver aquilo, e diz a outra para enfiar
as palavras dela no cu enquanto lhe chama 3 coisas, uma delas sendo egoísta,
criando um péssimo mau ambiente num espaço fechado, que a rapariguinha bem mais
nova que ele teve o juízo de não alimentar e que depois, pelo diálogo, fez com
que Aníbal tivesse de perceber que errou. Perante os outros, Aníbal
justificou-se alegando que nem se lembra do que disse, mas “que foi de coração”.
Faz-me lembrar o Passos Coelho e os dessa laia. Mais uma vez se esqueceu que a
rapariga em questão tem família em casa e não vai gostar de ouvir aquilo, mas
que importa isso? Foi de coração. Usa e abusa da idade como patente militar e
procura instalar na casa uma ditadura militar. Quem quer que seja que não
concorde com ele, e com ou sem tomates, lhe tenha a audácia de dizer, tem-no
como inimigo. Exemplo, ainda na noite em que foi nomeado, disse a um
companheiro que quem o tinha nomeado acabara de lhe facilitar a vida (id est,
já tem quem nomear se lá ficar). Outro exemplo: ainda à coisa de umas horas, o
ouvi dizer a outros dois participantes que se eles se queriam zangar com ele (e
é ele quem está sempre a criticá-los e a deitá-los a baixo porque eles não
entram na linha como os outros e, coincidência das coincidências, estão
nomeados com ele esta semana), que se fechavam os três no quarto e a coisa
resolvia-se rapidinho. “Até podem vir os dois”, disse-o ele, todo macho.
Pudera, um homem de 37 anos, praticante de artes marciais, treinado nos
fuzileiros, a desafiar dois putos, um dos quais que aparente ter um parafuso a
menos. Tanta coragem. Quando um desses dois interpelados perguntou e muito bem
“Resolvia-se como?”, ele não respondeu mais que “Resolvia-se logo”. O rapaz
insistiu e foi directo, perguntando “Pois, mas como? À porrada?”, não foi o
Aníbal quem disse que não (pois fora exactamente essa a intenção das suas
palavras, qualquer tanso que as ouvia o perceberia, até a Voz que disse ao
nesse momento, “Moderem o Tom de Voz”) mas sim o T, que mais parece o Terrier
do Ditador, dizendo “Achas que era à porrada?, era a falar!” ao que o outro
rapaz que acabara de ser ameaçado questionou “Então porque é que tínhamos de
estar fechados no quarto?”. Acrescento ainda que o Aníbal contradiz-se com a
mesma facilidade que Passos Coelho, dizendo que não liga a bens materiais, para
mais tarde dizer que prefere não comer marisco a comer miolo de camarão, para o
senhor imaterial só camarão do bom. Diz à Voz, quando esta multou os
participantes por dizerem asneiras, que achava muito bem mas que a coima devia
ser maior e ele é o maior brejeiro naquela Casa. O Aníbal contudo confessa-se
várias vezes ali um homem frustrado, acho que ele isso não precisa de dizer
sequer, nota-se! Quanto aos outros, assinaram o contrato para serem escravos da
Voz, amanhem-se e aturem-no que eu não tinha estômago. Odeio ditadores e não
aceito tons paternalistas de ninguém, sabendo eu que tanto posso aprender com
crianças como com adultos, é apenas uma questão de manter os sentidos despertos
e não me armar em superior. O Aníbal,
e por isso disse que ele tem falsa modéstia, impera naquela casa como o dono da
verdade, com um único argumento (que é de autoridade) baseado no facto de ser
mais velho e “de ter quilómetros naquele corpo”, parafraseio, impondo o seu
regime autoritário e sendo o primeiro a desrespeitar os seus próprios
conselhos. Diz que adora ler, mas só lhe ouço sair da boca sabedoria de
cartomante feirante ou de horóscopo e violência glorificada. Quando os meus
pais tinham um café, ouvi milhões de vezes as histórias que ele conta naquela
casa, por outras bocas e mudando os cenários e intervenientes, contadas no
mesmo tom de soberba, geralmente por pessoas frustradas com a vida e/ou ébrias,
mas com a mesma retórica que ele usa. E diz ele que quer instigar espírito de
grupo, sendo ele o primeiro a ser sectário à lá Bush “se não estão comigo,
estão contra mim.” Comportamento normal em alguém que diz adorar ler, mas
depois diz que o terramoto em Lisboa foi em 1975, ao lhe ser dito que estava
errado, ele recíproca “E o 25 de Abril foi o quê, Voz?” (alegando talvez que
nessa data foram abaladas as fundações do estado), mas é de relembrar o nosso
militar na reserva, que o golpe de estado do MFA foi em ’74. Disse ainda hoje
que, 2 a
dividir por 2 é 0. Não sei que livros ele anda a ler, mas largue os de
auto-ajuda e conselhos pesudo-budistas, e pegue em livros de História e
Matemática que lhe farão melhor. Até porque ele está sempre a dizer aos outros para
andarem na paz e no amor, mas está constantemente tenso, nervoso e agressivo,
sendo que algumas das “concorrentes” expressaram já ter medo que ele se passe.
É o proverbial, olha ao que eu digo e não ao que eu faço. Hipocrisia a ser
apresentada com sabedoria. O verdadeiro líder, lidera pelo exemplo, e “palavras
são vento”, como diria RR Martin.
A minha mãe, que se isso importa
tem mais de 50 anos (parece importar ao Aníbal), está tão desiludida e enojada
com o desempenho e personalidade dele (ela ainda gostava mais do Marco que eu)
que queria ir votar para ele sair. Tive de a recordar que aqueles votos não
contam para nada, que noutra edição da Casa dos Segredos um concorrente que já
tinha saído perguntou à pivot “Porque é que a claque da pessoa que sai a cada
semana é sempre colocada naquela bancada no início do programa?”, coisa que eu
já tinha reparado, e no programa seguinte já não se verificou. Ora no início do
programa supostamente ainda não acabaram as votações, lembram-se? Aquilo é
dinheiro fácil, que se junta ao que ganham da publicidade, sendo que não há
forma de um cidadão comum verificar ou recontar os votos, porque para isso
precisaria de uma autorização de tribunal para ver todas as chamadas recebidas
naquela semana para aqueles números. O totoloto tinha um Júri a assegurar os
procedimentos e apareceu lá a bola 0, quando este algarismo não existia nos
talões. Eis o tesourinho deprimente:
Agora estas votações que nem são controladas por ninguém, que garantias
têm de que influenciem algo mais que a carteira da TVI e da Endemol? “Os
portugueses são soberanos”, repetem eles incessantemente, nos muitos espaços de
opinião que a TVI tem, com comentadores das revistas cor-de-rosa e
ex-participantes onde reforçam as opiniões que a Produção quem gerar na sua
audiência. Dá-me vontade de rir... isto porque não sou de chorar. Repare-se, a título de exemplo, desta bronca percentual que surgiu num programa que tem um funcionamento semelhante aos Reallity Shows à lá Big Brother em termos das votações por telefone:
No programa
anterior, o chamado Big Brother Vips, no qual ainda hoje não percebo porque usaram VIP e não famosos (é que não vi lá uma única Very Important Person), em que entrou o Zezé Camarinha, alguém na primeira semana, das
concorrentes, disse: “O Zezé tem contrato para cá estar 5 semanas.” Eis que o
Zezé saiu à quinta semana. Mas o que vale é que isto não está já programado e
que “os portugueses são soberanos”. Se a minha mãe, com os seus 50 e tal anos,
com o 12º ano de escolaridade, se deixa envolver emocionalmente tanto pelo
programa ao ponto de cair na ilusão, num impulso emocional, para querer gastar
dinheiro nisto, esquecendo-se da conclusão a que também ela já chegara de que,
pelo menos, neste caso os portugueses NÃO são soberanos, como não hão-de ser
levados as muitas espectadoras e espectadores da TVI que abordam actrizes na
rua criticando-as pelos comportamentos e atitudes das suas personagens como se
actores e a personagem que desempenham fossem a mesma pessoa não cair no logro?
E os miúdos, os putos e pitas que vêem o programa?
Não estou a dizer que se cancele ou proíba Big
Brothers e afins, não faço parte do PSD (tabaco) ou do BE (touradas), apenas
quero alertar os espectadores dos programas para que saibam uma simples e
incontornável verdade, o objectivo desses programas é controlar não os
participantes do mesmo, mas sim a sua audiência para vende publicidade, ganhar
share e levá-los a votar duma assentada. Considerando que a Casa já lá está há
13 anos, que as mudanças decorativas e a comida estão a cargo do IKEA e do
Intermarché, em termos de modelo de negócios, este programa é o sonho molhado
de um capitalista. Ah, esqueci-me da mão-de-obra barata providenciada por um
país em que os Chico-espertos é que são os maiores e que muita gente está
disposta a dar “o cu e 10 tostões” para ser famoso... nem que seja apenas por
15 minutos. E por isso vendem a sua liberdade e privacidade potencialmente por
1 ano à Endemol. Uma coisa concedo a Miguel Sousa Tavares, creio não estar em
erro que ele disse algo nestas linhas, os reallity shows trazem ao de cima o
que de pior há no ser humano. Se não foi ele que o disse, alguém disse e eu
concordo com a afirmação.
Transportando esta temática para
a Política, onde esta desinformação é muito mais perigosa, embora e
precisamente, por ser mais subtil. Tomemos dois casos concretos: a última
opinião do prof Marcelo na TVI e uma das críticas apontadas e bem por José
Diogo Quintela ao Miguel Sousa Tavares.
A imagem é retirada do Correio da Manhã do dia 1 de
Outubro e uso essa fonte porque é precisamente um jornal bem à direita na sua
retórica editorial. Mas para ter mais que uma fonte, fui também buscar os resultados do Expresso:
Mas esta desinformação, e é de
notar-se que o professor Marcelo não é homem mal informado ou de falar de cor
(excepto quando faz previsões), é expectável. O quanto eu não me admirei de na
altura antes e depois da Campanha Eleitoral das Autárquicas, as televisões SIC
e TVI, tipicamente com visões de direita (reparem quem convidam para comentar a
política assiduamente), darem tanto tempo de antena ao Jerónimo de Sousa,
chegando ao inédito de passarem na integra os discursos da festa do Avante! e
tudo. Um teórico da conspiração assumiria uma de duas posições: ou até os da
direita estão fartos deste governo, mesmo no privado; ou alguém decidiu jogar
os dados para ver se o PCP consegui impedir a vitória histórica do PS (expectável
na medida em que já não passamos tão mal neste país desde o Estado Novo). Mas
agora que se tentou essa jogada, a reacção tem de ser célere, não vão os
vermelhos crescer para lá da conta. Entra Marcelo Rebelo de Sousa, o único
comentador que não usa o argumento da cassete e que até diz que o PCP e muito
inteligente na forma de agir e de não atentar contra o Presidente da República,
etc..., desvalorizando a pequena vitória comunista simplesmente não falando
dela (na segunda-feira – podem ver o vídeo no site da TVI) e quando fala de
passagem na CDU, mete-a com as restantes forças derrotadas, distorcendo a
realidade, como comprovado pela imagem acima em conjunção com as palavras do
professor. Nem tão pouco o professor Marcelo dá a entender que a esmagadora
maioria de António Costa se deve à abstenção. António Costa tem uma maioria
absoluta duma minoria que se decidiu a votar. Não acreditem em mim, pesquisem
os valores da abstenção do eleitorado alfacinha e percebam isso por vocês
mesmos. A CDU foi o único dos 5 partidos da Assembleia da República que subiu o
número de votos face a 2009, quer em Lisboa, quer a nível nacional, como demonstram os dados do Expresso e Correio da Manhã (duvidem, e vão em busca doutras fontes):
Dois factos importantes numa análise digna de um
politólogo como o Professor Marcelo que são convenientemente deixadas de parte
para, digam comigo, nos moldar a opinião. O caso Miguel Sousa Tavares versus José Diogo
Quintela é menos patente, mas demonstra bem o pensamento dos intelectuais da
direita que comentam a actualidade socioeconómica portuguesa, como é o do MST.
José Diogo Quintela apanhou-o em falso a criticar (e bem) todos os gestores
banqueiros deste país por nome, exceptuando um que só por acaso é seu compadre.
Vejam imagem abaixo:
Em resposta, MST afirmou sem
sequer fundamentar que José Diogo Quintela é um verme que vive à sombra de
Ricardo Araújo Pereira e que agora quer usar o próprio MST para se promover,
enquanto diz que a sua (de MST) boa educação não lhe permite criticar a família
em praça pública. Já a família dos outros que se foda... quem é que isto me faz
lembrar? Ah sim, a cultura dos compadrios e jobs e business for the boys que
reina na e destrói a nossa nação. Reparem que o MST ao fomentar más opiniões
dos concorrentes do seu compadre, enquanto deixa este último intocado, está a
favorecer o seu familiar por lei (usando a expressão americana) na opinião
pública. Mas o MST é bem capaz de dizer mal de outros que façam o mesmo. Viva a
boa educação, tão bela desculpa.
Mas podem vocês dizer: “Mas,
Alex, tu já aqui citaste o MST, concordando com ele! Critícá-lo agora não
enfraquece os teus argumentos de então?” Ao que a minha resposta é simples.
Não, não enfraquece, porque eu ao formar a minha opinião ouço o máximo de
opiniões possíveis, penso em todos os argumentos que ouvi, peso o mérito de
cada argumento baseando-me no argumento em si (com o auxílio da lógica e dos
meus valores pessoais) e não em quem o teceu, e depois então crio a minha
opinião, que nunca é suprema e está sempre inacabada e passível de ser alterada
ou abandonada ou quiçá reforçada, por argumentos que entretanto surjam e que eu
não levara em conta inicialmente. Isto para recordar que o argumento de
autoridade, do género “aquele é doutor nalguma coisa logo a opinião dele vale
mais que a minha“, não tem valor algum, pois um argumento, uma opinião, vale
pelo seu próprio mérito (rigor lógico, premissas e fundamentos) ou falta dele e
não por quem a diz. Não comam então a papinha dos jornais, dos fazedores de
opinião, vivam (e uso agora uma metáfora cinematográfica) fora da Matrix.
Pensem por vocês mesmos. Custa mais, envolve mais pesquisa, mais debate, mais
interesse, dá mais trabalho, mas permite-vos escapar às amarras que leva tanta
gente a votar desta forma porque o padre assim aconselhou o rebanho (estou a
ser literal, aconteceu na Meia Via, concelho de Torres Novas, distrito de
Santarém, em prole do PS) ou só é voto válido se for ou no PS ou no PSD. O
primeiro passo para sermos livres é sermos livres na nossa própria mente, daí
ter trazido a Matrix à baila.
Quero só realçar que, desto modo
e sem qualquer embaraço, admito que vejo programas tão estapafúrdios e
embrutecidos como estes (i)reallity shows, tal como ouço o Marcelo, o MST, leio
o Público e vejo séries e filmes. Pode-se aprender algo ou retirar algo de
valor da fonte mais inesperada. Não sou adepto da atitude de intelectuais
demasiados cheios de si mesmos e que gostam de se dar a ares de elitistas...
tipo o MST. E se agora vejo menos TV, é porque tenho a net, não quis comprar
tdt nem gastar dinheiro em serviços de TV e porque a maioria dos canais tem
AO90 que me dá asco. Vejo todas essas coisas porque vão fazendo parte, para bem
ou mal, da sociedade na qual me insiro e a única forma de me precaver ou
salvaguardar dessas coisas é conhecê-las o melhor possível, procurando sempre o
que há nas entrelinhas e nos bastidores, porque a superfície tende sempre a ter
o verniz da hipocrisia social. Como é dito por um excelente actor inglês no
filme “A Knight’s Tale”, e parafraseio: “Toda a actividade humana está inserida
no escopo do artista... mas talvez não a tua.”
Voltamos a falar em breve e estou
aqui disposto a entrar em diálogo convosco, desde que tenham argumentos de
jeito, bem fundamentados, e que não se rebaixem ao insulto fácil, como naquela
instância, com o Quintela, fez o MST.
De minha parte, “É tudo... por
agora!” ;)
P.P.S.: Acabo de ouvir no Compacto de hoje na TVI que o Aníbal é uma homem duma cultura extraordinária!! Ainda gostava de ver a gravação completa de todas as intervenções que a Marta fez na rua, é que me cheira que há daquelas edições tipo quando querem dizer que os estudantes portugueses são os mais burros e só escolhem os piores exemplos de todos os gravados para comprovar a sua tese, em detrimento da realidade. Este último exemplo é concretizado nesta reportagem da Sábado, a qual diz que entrevistou 100 alunos universitários em Lisboa. Ora 100 alunos dificilmente são uma amostra populacional que possa representar as dezenas ou centenas de milhares de alunos universitários que estudam em Lisboa. Fora isso, é-nos mostrado uma peça de 6 minutos, em que não vemos mais de 10 pessoas. Mesmo que isso provasse alguma coisa, se 6 minutos mostram 10 pessoas, seria preciso no mínimo um vídeo de 600 minutos para mostrar os 100 entrevistados. Que aconteceu aos 90% dos entrevistados? Talvez tenham acertado?
Nas entrevistas que a Marta faz às portas do Colombo, decerto que ou as pessoínhas não estão ocorrentes, pois assim escolheu a TVI e a Endemol, que o homem não sabe dividir 2 por 2 e que acha que 1975 um terramoto destruiu Lisboa (Sem dúvida, um pilar cultural!!); ou pura e simplesmente a sapiência de feira é tudo. O que explicaria vivermos no país de Passos Coelho e de Sócrates, de Cavaco e Soares!!
Prevejo que a Produção vai poupar o Aníbal e meter o tanso do Rúben para fora da casa, uma vez que o tal Bruno é o único naquela casa que calmamente faz frente ao Aníbal e não tem ar de ter uma deficiência mental. Prevejo igualmente que após se achar na mó de cima, o Aníbal vai, qual Saddam Houssein reforçar o seu poder e tornar-se ainda mais irascível e controlador.
A minha mãe está lixada da vida, pois percebeu qual a intenção da Produção. Ela acha que sai o Bruno, pelo que ouviu lá os fazedores de opinião residentes dizer. Eu passado um certo ponto já não tenho pachorra para continuar a ver idiotices.
É aqui que eu deixo de ver o SS 4 (até a abreviação faz lembrar o período negro entre 1939 e 1945! Sabes a que me refiro, ó grande homem da cultura Aníbal Borges?), porque já me basta existir a Coreia. Ai Fausto, ensina a este povo no que dá assinar contratos com o diabo!
Bom, meus amigos e amigas, já que o governo pouco ou nada quer fazer pela cultura neste país (e não me venham falar de que não há dinheiro, não sejam piegas!), temos de os acordar para a vida. Comecemos então hoje por assinar a petição para se debater e encontrar solução para o problema da Cinemateca (notícia aqui) naquela que deveria ser o símbolo de liberdade democrática em Portugal e cada vez mais é a vista como a moradia de corruptos, a Assembleia da República. Desde do Regicídio que temos vindo a perder identidade cultural (e não, não sou monárquico, sou apologista de democracias seculares e constitucionais), da monarquia à república, da república à ditadura, dessa velha senhora à revolução (ou para ser historicamente exacto, golpe de estado), e daí, via (des)União Europeia e (des)Acordos Ortográficos, ao Deplorável Estado Novo a que chegámos. Não nos podemos arriscar a perder este registo tão importante da nossa História, mais outro tanto da nossa herança colectiva e personalidade nacional. Aquando do Terramoto de 1755, o Marquês de Pombal, no meio de escombros, fogos, fugas de prisão e mortos acumulados, preocupou-se e bem em assegurar a protecção da Torre do Tombo. A Cinemateca é o equivalente em versão cinematográfica, um registo do século passado em celulóide da 7ª Arte em Portugal. Não teremos agora o mesmo espírito e visão para salvarmos a nossa cultura? Poder-se-ão identificar ou registar via facebook, aparentemente, e não perdem mais que 1 minuto se tanto a assinar a petição. São precisas pelo menos 4 mil assinaturas para ir ao plenário:
Feito o nosso dever de cidadão, podemos agora virar-nos para aquilo que o nosso país e os amigos deste último nos podem oferecer, para nos divertirmos, descontrairmos e aproveitarmos as férias ou as horas de lazer. E estranhamente, também é a cultura e não o governo quem nos providencia estas coisas.
Já agora, que vivemos numa época em que toda a gente procura uma oportunidade, eis duas para quem estiver nas condições de as aproveitar. As imagens abaixo vêm do pdf informativo de Agosto da embaixada do Japão (agora que já desistiram do AO90 e se auto excomungaram do mAO90ismo, já posso copiar directamente as imagens). São respectivamente o teste de proficiência na Língua Japonesa, na Universidade do Porto e uma bolsa de investigação para viver no Japão para doutorados com menos de 65 anos:
Sigamos então para a paródia. Para o dia 25 de Agosto, amanhã, tenho uma proposta para quem está por Lisboa e outra para o país todo.
Para quem está em Lisboa é o último dia da iniciativa Lisboa na Rua (cartaz abaixo[este nada tem a ver com a embaixada japonesa]) e peço-vos imensa desculpa de não ter postado isto antes, mas sou recentemente me deparei com o poster online. Também não tenho estado em Lx, senão nos últimos dias.
Para todo o Portugal, a oportunidade de verem Auroras Boreais (notícia da P3 aqui) em pleno verão, amanhã dia 25, às 2h30 na Europa, poderão ver via internet as transmissões destes eventos celestiais através de dois sites:
Quando adiro a este tipo de iniciativas, penso sempre aquela frase que me maravilha à anos do Oscar Wilde: "Estamos todos na sarjeta, mas alguns olham as estrelas.". Frase de grandiosa simplicidade que se traduz numa enorme e verdadeira profundidade. Por falar em olhar as estrelas, apanharam as Perseidas? Eu vi. Já tinha visto estrelas cadentes antes, mas estas viam-se mesmo bem! Parecia que alguém estava a riscar fósforos enormes na nossa atmosfera! ehehhe Não, contínuo ateu... sorry!
Bom, deixemos as estrelas e voltemos-nos para o Futuro (não, não vou armar-me em Maya). Vamos ver o que há na Agenda Cultural para o mês que vem (assim, recebem aviso com tempo :P ). Dois dos eventos já falei deles aqui noutro post, mas vale a pena recordar:
Dos eventos anunciados pela Embaixada do Japão, restam-me anunciar dois:
-» a 7ª edição do Motelx:
-» e uma "Tarde Cultural Japonesa com o grupo Kiwakai":
Mas ainda não acabei, porque o N.I.N.J.A. Samurai é contra a centralização e não é adepto de bairrismos ou clubismos.
Em Évora, os amantes do ciclismo, esse nobre desporto que ressuscitou a moral francesa depois da 2ª Guerra Mundial, que é cada vez mais a marca de um país civilizado e cada vez menos a dos países em vias de industrialização (que evolução tão inesperada, mas ambientalmente inteligente, e que demonstra que por vezes para dar um passo em frente necessitamos de dar dois para trás), poderão divertir-se no BikÉvora 2013. «Uma feira “low-cost” de bicicletas e um passeio de ciclismo para ligar
os templos romanos de Mérida (Espanha) e Évora são duas das atracções do
BikeÉvora 2013, que vai decorrer de 14 a 22 de Setembro.», in P3 (link para o artigo aqui).
Já que falamos de bicicleta, um café no porto que me despertou o interesse e atenção é o Urban Cicle Café, "é uma loja de biclas, que é café que é oficina", in P3 (link para o artigo). Não sei como a ASAE lida com isso, nem me interessa. Adorava ir visitar e aplaudo o conceito.
Ainda antes de largos as bicicletas, queria chamar a atenção para uma micro empresa baseada em Sintra, onde se criam guiadores para poderes personalizar a tua bicicleta (link para o artigo). A Classica Bikes só funciona através do seu site de momento e é um projecto em fase de arranque. É melhor encomendarem depressa antes que os preços aumentem! ahahha
Por falar em desempenhar papéis e colocar adereços, quero apenas chamar-vos à atenção para uma pequena notícia que um amigo meu colocou no Facebook, sobre este simpático mascarado (que obviamente é fã dos Power Rangers) que anda pelo Metro de Tóquio a fazer boas acções (imagem abaixo e link aqui).
"Há malucos para tudo", diz o povo português, mas fossem todos como este. A máscara tem uma função que é, segundo declara o próprio mascarado, ajudá-lo a contornar a mentalidade japonesa que segundo ele dificulta a que os japoneses aceitem ajuda, por temerem ficar a dever favores. Esconder a sua identidade é uma forma simbólica de dizer apriori e sem falar que nada quer em troca.
Já que estamos no tópico de voluntariado, para TODOS os Guerreiros da Paz espalhados por Portugal, que parece um sítio deixado aos caprichos de Nero, sejam voluntários ou profissionais, aos que vivem e aos que deram a vida, aos que neste momento se debatem com dragões: obrigado, força e um grande bem haja. E contem com o meu apoio na vossa luta. Aos governantes, pelo menos arrangem seguros condignos para os voluntários, porque o que se tem visto nas notícias é ridículo. E sr ministro Miguel Macedo, faça lá o obséquio de parar de dizer barbaridades como os incêndios são uma inevitabilidade e comece a apostar em políticas que impulsionem a limpeza das matas e a vigilância destas, políticas preventivas, que vê logo as ocorrências diminuírem drasticamente. O que se tem visto nas notícias mete nojo.
Por último, e como falei de protegermos a nossa identidade, eis três links engraçados para tal:
Agora sim, durmam bem, tenham um excelente dia amanhã e reencontramos-nos aqui, em breve!
Arigato & Sayonara, tomadochi! ;)
P.P.S.: tenho sempre de ter um destes... no post anterior, sugeri-vos que fossem ver a curta da Oceana ao PFShorts Fest no Teatro Rápido, na Baixa Lisboeta. Pois eu fui e eis a minha crítica ao evento e às curtas metragens que por lá passaram, feita noutro blog em que colaboro dedicado inteiramente a crítica de cinema: http://74rte.blogspot.com/2013/08/pfshorts-fest-no-teatro-rapido.html
Este mês estive ausente, mas não deixei contudo de trabalhar no blog. Tenho estado a reunir material e ideias para posts nos próximos meses que, espero eu, poderão dar que pensar. Mas conforme o nível de exigência técnicas dos posts (caso eu tenha por exemplo que fazer edição de vídeos e legendagem dos mesmos), também a dificuldade posterior de os executar numa forma acabada satisfatória que vos possa oferendar.
Ainda assim, no dia de hoje e no dia de amanhã, espero conseguir meter aqui duas entradas. A de hoje prende-se com as novidades da Embaixada do Japão, que não me canso de congratular por limpar a infecção de AO90 dos seus boletins informativos, mas também com outras sugestões culturais e menções honrosas e desonrosas de actividades culturais que se passaram em Lisboa. O resto do país que me desculpe, mas é lá que vivo na maior parte do ano.
Aproveito para destacar alguns dos eventos mencionados no boletim, onde encontrarão também notícias das últimas actividades culturais da Embaixada e outras de conteúdo económico:
Este vai um bocado em cima do prazo, mas para os poetas que por aqui passeiem os olhos ainda virá a tempo, espero.
De seguida, uma das minhas paixões, a sétima arte. De todos aqueles filmes, apenas conheço a versão americanizada do Pulse, que adorei, excelente filme de terror. Fico em pulgas para ver o original:
Também há oportunidades para investigadores em vários campos, possibilidade de bolsa de estadia no Japão:
Para finalizar, um pouco de arte plástica:
Não pensem que não vi aquele direção na última imagem, mas a culpa disso é dos senhores do nosso governo que insistem em não se desvincular do Acordo Ortográfico, um jovem de 20 anos, velho de cabeça.
Aconselho a leitura de todo o pdf informativo, que linkei acima, pois há lá links para outras informações de cariz económico que também vos poderá interessar, caso se sintam ou sejam empreendedores ou empresários no activo.
Mas ainda há mais actividades culturais para os interessados, embora estas últimas tenha sabido delas via Facebook.
Uma tem a ver com uma curta metragem na qual participa a actriz Oceana Basílio, intitulada O Cheiro das Velas, e que será projectada em Lisboa, já no mês de Agosto:
E em Setembro no CCB, uma exposição de arquitectura de Sou Fujimoto:
Ora, resta-me então mencionar duas actividades culturais mui experimentais, e eu infelizmente, uma devido aos exames, outra devido a me ausentar de Lisboa, não as pude experimentar
Falo do visionamento por iniciativa de Filipe Melo (realizador de I'll see you in my Dreams) daquele que se diz "o pior filme da humanidade", o The Room de Tommy Wiseau, cujo objectivo parece ser o completo desrespeito do "código de conduta" como o desenhado por Mark Kermode e amigos:
Eu gosto de um máximo de silêncio na audiência durante os filmes, não me importando se as pessoas de vez em quando falarem baixinho com a pessoa a seu lado ou quando se ri a bom rir. Não gosto é do ruído horrendo de pipocas a serem mastigadas, pacotes de batatas ou embrulhos de chocolates a serem rasgados, o som de chupar numa palhinha quando o copo está quasi-vazio. Mas adoraria esta experiência totalmente oposta da minha experiência ideal de cinema, devido ao elemento de paródia da mesma.
A segunda experiência cultural feita em Lisboa que quero mencionar é a intitulada Lisboa em Si. Quando vi esta experiência noticiada no Público online, pareceu-me uma ideia muito interessante. Era descrita como uma tentativa de se criar uma orquestra sinfónica com os sons da cidade, buzinas de barcos nas docas, sinos das igrejas, buzinas de bombeiros, etc... Como eu outrora vi um filme cujo nome não sei, em que um actor americano fazia um sapateado ao ritmo de New York, em que o ritmo era dado pelos carros a passar, a buzinar, a pisarem tampas de esgoto soltas, etc... foi essa a imagética que eu imaginei, pois no filme, com a magia de Hollywood talvez, funcionava. Além disso, na notícia, falava-se de métodos científicos para a recolha de sons em vários locais, para depois através de software e um orgão digital com ele apetrechado, mais tarde se fazer a sinfonia de Lisboa. Bom, isso era o que eu pensava. Isto foi o resultado:
Em suma, uma experiência falhada. Esse meu colega foi dos que foi para um dos pontos assistir e ouvir ao concerto metropolitano. No vídeo acima, noutro ponto da cidade face àquele em que esteve o meu colega, chega-se a ouvir pessoas a dizer que não se ouve sinfonia nenhuma. E na conversa de facbook, conclui-se que o defeito não era no ponto escolhido para ouvir. Por outro lado, fala-se em software nas notícias, mas a suposta orquestra era coordenada pelo autor desta ideia via rádio, o que deixa no ar a pergunta, "software para quê mesmo?". É que é uma pergunta interessante pois custou dinheiro à Câmara de Lisboa. E eu sou daqueles que acha que mesmo em crise devemos apostar e investir na cultura, mas há limites. E de facto, não tivesse estado em época de exames, ter-me-ia provavelmente oferecido como voluntário. Vendo este resultado, postado no facebook de um colega meu, procurei perceber o que correra mal. Eis que surgiu outro vídeo no seguimento desse post do meu colega. O vídeo de apresentação no projecto na Câmara de Lisboa.
Vendo este último vídeo, podemos inferir pelas palavras do Pedro Castanheira, o impulsionador deste evento, desta tentativa, o que correu mal. Diz-nos ele "(...) Vamos fazê-lo duma maneira científica, vamos fazer um software, (...) vamos calar uma cidade durante sete minutos (...) sem silêncio da cidade o projecto não tem mesmo potencial (...) como devem calcular tudo isto é Fé!". Ora estes soundbites que removi dum discurso (na íntegra no vídeo acima linkado) permitem, a este sincero ateu, perceber o que se passou de errado com esta iniciativa. O primeiro problema é a afirmação de se querer fazer algo de "maneira científica" quando se afirma que "tudo isto é Fé". A mistura das duas actividades (Ciência e Fé) nunca deu bom resultado para a Humanidade, algo que pode ser comprovado de forma histórica nesta palestra de Neil Degrasse Tyson. Perdoem-me aos que não são fluentes em inglês, mas não houve tempo para a legendar. Mas depois um homem que espera fazer uma sinfonia com sons da cidade, esperando calar a metrópole em Si, em vez de procurar usar o seu ruído, o seu barulho de forma construtiva, creio eu que estará condenado ao insucesso. Há forças que nós não controlamos que também incomodam acusticamente, como o próprio vento e esse não há quem o cale. "Palavras são vento", diria George RR Martin. Por último, fazer as coisas de forma científica, é usar o método científico (que se baseia no método experimental e em dados factuais, não na fé), e não a simplesmente bater tecla e criar um software. Como iria Marcelo Rebelo de Sousa "É curto! Não chega."
O discurso apaixonado de Pedro Castanheira, faz-me lembrar o discurso do neo-guru do "bater punho", apadrinhado pelo maçon mor Relvas, Miguel Gonçalves. Como dizia o outro mesmo..? Ah sim, "Palavras são vento". Ter projectos culturais é bom, apoiá-los é óptimo, mas independentemente de quão ambiciosa ou grandiosa é a obra a que se propõe (ou especialmente quando o é ambiciosa e cara), deve-se ter extremo cuidado com a implementação. A ideia pode ser criada com fé, mas para correr bem, a implementação tem de ser realista e objectiva.
Até mais logo, espero...
P.S.S.: Deixo aqui o apelo para que façam novo visionamento do The Room agora já em Agosto, para eu poder ir. Decerto não serei o único interessado, uma vez que parece que o primeiro esgotou, segundo facebook do Nuno Markl.
Bem sei que o blog tem
estado MUERTO (esta escolha de palavra não é ao acaso :) este mês, mas ainda vai ressuscitar antes do fim! Tremam, meus compatriotas terrenos, tremam!
Entretanto, aproveito
para relembrar o vindouro evento da Festa do Japão em Lisboa. Se querem ir para
fora cá dentro, se gostam de se deixar imergir em culturas diferentes da nossa,
aproveitem a oportunidade no dia 2 de Junho de 2012. Eis os pormenores,
fresquinhos e directamente da Embaixada do Japão:
“Face ao enorme êxito da
Festa do Japão em Lisboa em 2011, a Embaixada do Japão, a Câmara Municipal de
Lisboa, a EGEAC e a Associação de Amizade Portugal-Japão, com o apoio da JapanNet
e da 'Japan Foundation', organizam este ano a 2ª edição deste evento, no âmbito
das Festas da Cidade de Lisboa.
Pretende-se celebrar a amizade e a cultura entre o
Japão e Portugal, no espaço existente do Jardim do Japão em Belém, aproveitando
a sua excelente localização para dar a conhecer mais a cultura japonesa em
Portugal.
Os visitantes poderão usufruir das várias
expressões da cultura japonesa, quer tradicional quer pop, através de
concertos de música japonesa (tambores e 'shamisen'), demonstrações de Ikebana,
Shodo (caligrafia), artes marciais, poesia Haiku, Origami, Furoshiki (técnica
de embrulho), brinquedos japoneses, como vestir Yukata (o kimono de Verão),
Cosplay (expressão da cultura pop), concursos, exposições de Bonsai, tendas de
gastronomia japonesa (para venda de sushi, carê udon, takoyaki, dorayaki - doce
de soja, sakê, cerveja japonesa etc.), representação de empresas japonesas, entre
outras. VER PROGRAMA
A edição deste ano contará igualmente com a gentil
participação de Fernando Tordo, Filipa Pais e Carlos Mendes, na apresentação de
'Memorial', com o tema 'Biombo de Namban'."
Só acrescentar numa outra nota a boa nova duma pequena mas,
espero eu, significativa vitória para todos aqueles que como eu partilham do
sentimento anti-Acordo Ortográfico. A Associação de Estudantes do Instituto
Superior Técnico votou esta semana em assembleia geral de alunos declarar-se
publicamente contra o Acordo Ortográfico, contra a sua implementação no IST (para
começar ehehhe) e anunciou o intento em procurar levar este sentimento a outras associações de
estudantes de forma a gerar uma frente unida contra este (des)acordo por parte
dos estudantes actuais, líderes do amanhã! Momentos destes levam-me a ter
orgulho em dizer que sim, estudo no Instituto Superior Técnico, uma universidade de engenharia onde os alunos se preocupam com a cultura do seu país, independentemente de estarmos em crise económico/social ou de não estudarem letras eles próprios. Mas se soubesse o comum dos mortais que a Matemática a sério é mais letras que números, ninguém diria que não estudamos Letras! Além disso, não há nada pior que um texto técnico atabalhoado e mal escrito... eles já são complicados o suficiente estando bem escritos e numa ortografia tanto menos ambígua quanto possível.
Também muito me agradou quando descobri termos no IST um grupo de estudantes que dá pelo nome de Desacordo Técnico, que foi o primeiro pólo do IST publica e activamente contra este acordo (a página deste grupo é fácil de encontrar no facebook):
Assim
sendo, continuemos a resistir, de canetas e teclados empunhados quais espadas
e vitória a vitória, a guerra será vencida por nós!
Não se esqueçam de assinar a "ILC contra o AO90". São necessárias 35 mil assinaturas. É uma iniciativa de cidadãos e não uma mera petição. Tem de se assinar em papel, sendo que todas as informações sobre para onde enviar e o formulário a assinar, se podem encontrar no blog desta Iniciativa ( http://ilcao.cedilha.net/ ). Ainda ando a recolher algumas assinaturas junto dos meus amigos e familiares para enviar juntamente com a minha! Vamos lá!
Até
à próxima… que espero que seja em breve!
Signing
off…
P.S.: O parágrafo que acompanha o cartaz da Festa do Japão e está a itálico, é citação directa do boletim informativo da Embaixada do Japão.
Venho mais uma vez dar-vos novidades de eventos, na sua maioria relacionados com o Japão, feitos em Portugal, mas também passarei por notícias de uma índole semelhante. Contudo, antes de começar, impõe-se (por razões históricas pessoais) que faça um “à parte”:
Nesta semana vindoura, entre os dias 16 e 20, decorrerá no Instituto Superior Técnico (IST) a Semana de Aeroespacial 2012 (SA2012) [http://www.sa.apae.org.pt/], organizada pela Associação Portuguesa de Aeronáutica e Espaço (APAE). O objectivo deste evento, já com vasta história, é a promoção de um estreitamento das relações entre os estudantes de engenharia Aeroespacial e a indústria, nacional e estrangeira, que lhes serve de mercado empregador. E, de facto, a SA2012 tem como objectivo principal servir de um super workshop virado para a questão da empregabilidade. Em anos anteriores, o evento terá servido mais como uma espécie de seminário para permitir aos alunos ter um contacto com o estado de arte da indústria aeroespacial, quando aplicada a uma dada situação. Exemplo gratia: a terceira edição deste evento, salvo erro, foi um curso em gestão de desastres. Foi numa altura propícia a essa questão, uma vez que os fogos florestais ganharam na altura grande evidência no nosso quotidiano de Verão, cá em Portugal. Portanto, procura-se que a Semana de Aero, para os amigos, esteja sempre actual. Eu próprio já fiz parte da direcção da APAE e venho aqui dar o meu modesto contributo dando destaque ao evento. Vai haver inclusive um workshop com um representante da Kelly Services, uma agência de trabalho temporário (inscrição obrigatória via http://www.sa.apae.org.pt/pt/ws.php), que se disponibiliza a analisar o CV dos inscritos afim de dar umas dicas de forma a melhorá-lo estrutural e funcionalmente com o objectivo de melhorar as hipóteses de empregabilidade. É uma novidade neste evento que eu vejo com muito bons olhos uma vez que poderá ajudar até o aluno de primeiro ano, que ainda longe de ter o canudo, pode precisar de recorrer ao mercado de trabalho temporário para fazer face à crise actual. Deixo-vos o programa ao longo da semana.
Não deixem de visitar a APAE em: http://www.apae.org.pt/home/?lang=en
Para o actual da APAE, um abraço e continuem o bom trabalho.
Ora bem, antes de abordar as notícias que me saltaram à vista relacionadas com o Japão e realçar eventos relacionados, vou falar um bocado do mês passado. E porquê? Porque no mês passado decidi fazer trabalho de campo. Houve disponibilidade para tal e consegui ir a dois eventos dos que anunciei aqui.
Comecei por ir ver a exposição patente na Associação dos Arquitectos, para os lados do Cais de Sodré, no dia 7 de Março passado.
Tenho a dizer que não fiquei muito impressionado. A dita exposição estava remetida para uma pequena e escura sala (escura porque, segundo me explicou o prestável vigilante que assegurava a segurança da entrada, se ligasse aquelas luzes o quadro disparava... onde está um engenheiro quando se precisa dele? x), onde um filme era projectado numa tela branca, onde um(a espécie de) documentário que dava voz a vários arquitectos que falavam de um ou outro dos projectos em que tinham labutado, explicando as suas distintas e diversas abordagens. Essa projecção podia ser apreciada de um banco que consistia numa tabula de madeira sobre 2 tijolos, tipo viga com apoios simples. Meus amigos, há limites ao minimalismo!
Além disso, outro problema, o som estava baixo, pelo menos na hora e dia em que eu lá estive... demasiado baixo! Supostamente porque iria haver uma palestra ou encontro no andar de cima. Mas entretanto, os risos e conversas dos colaboradores e empregados daquela casa (nada a ver com o dito simpósio) não me deixavam ouvir praticamente nada do documentário.
Então no meio duma certa frustração, porque embora goste de brincar com a eterna rivalidade entre arquitectos e engenheiros (rixa homóloga quiçá do duelo cão e gato), a Arquitectura é uma arte sem a qual eu não viveria, olhei para o lado e reparei que partilhava o meu banco minimalista com um “livro” escrito em que quase todos os textos estavam escritos em Português e Japonês.
Esse manuscrito passado a computador e impresso, resumia cada capítulo do documentário. Li algumas secções, particularmente a referente ao MUDE [(Museu da Moda no Chiado) que me chamou a atenção pois já o frequentei aquando duma exposição lá patente intitulada “Proibido Proibir”, na qual me disseram à entrada “Não pode tirar fotografias”. Terei de realçar a ironia desta contradição auto-infligida? oO E sim, tirei umas quantas à socapa, só para respeitar o espírito da exposição.], mas depois procurei ver se haviam mais exemplares que pudesse comprar ou simplesmente levar. Infelizmente, escrito a lápis no próprio e (percebi então) única cópia do manuscrito dizia “Apenas para consulta”. Ora, se tivessem disponibilizado aquele documento, quer fosse a pagar ou oferendado aos visitantes, eu até perdoava o que me pareceu uma incrível falta de zelo para com aquela exposição, que tinha o aspecto de ter sido atirada para um canto com expectativas quase certas de que ninguém por ela se interessaria. Não sei de quem a culpa, se do organizador se dos anfitriões, mas não me interessa porque como dizem os Japoneses, e parafraseio, “Não atribuas culpas, resolve o problema.” Confesso que estou mal habituado, porque no IST todos os anos há exposições de maquetes de arquitectos e nesta exposição nem uma!
Houve um efeito secundário interessante à minha ida à Associação dos Arquitectos. No metro do Cais de Sodré, estava patente uma exposição de arte que simplesmente adorei. Eis algumas imagens:
Por outro lado, no dia 11 de Março, tive o prazer e a honra de estar entre os espectadores da Sessão Evocativa do Grande Sismo do Leste do Japão, no Palácio da Foz, nos Restauradores. Foi tudo excelente. Só o local em si vale a pena visitar. Ao entrarmos no Palácio, deixamos a Lisboa do século XXI e entramos num palácio do século XIX, com acabamentos lindos desde as fechaduras das portas às verdadeiras estátuas neo-clássicas que nos olham de cima, dos cantos dos tectos, quais deuses olímpicos, em tons de dourado. A exposição que precedia o seminário sobre o estado de arte da Sismologia, consistia numa exposição de fotografia, com imagens dos tempos imediatamente após o desastre natural, mas também desenhos que cruzavam o estilo de desenho japonês com a cultura tradicional portuguesa duma forma que me deixou maravilhado.
A um canto havia também duas iniciativas, uma delas pelo IADE (ver imagem) e outra que sinceramente não sei quem fez mas que pode ser vislumbrada no vídeo à esquerda. Os vídeos mostram essencialmente essa secção da exposição. Não houve espaço na memória da máquina para mais.
Ainda antes das palestras, uma mesa de comes e bebes preenchia um pátio e felizmente o dia estava solarengo. Havia também um bar aberto. Provei sushi ali pela primeira vez. É bom! Não reguei com sake, mas havia coca-cola!
Passado algum tempo, que passei a disparar a máquina a tudo e mais alguma coisa, apanhando pessoas pelo meio, começaram as palestras. O embaixador japonês começou a sessão com um discurso em Português, que embora deixasse muito a desejar, percebia-se e é de louvar o esforço visível nesse feito. Depois, o debate mediado pelo Engenheiro José Oliveira (Director Nacional de Planeamento da Emergência da ANPC), contou com duas palestras que se cruzavam. A primeira foi feita pelo Professor Atsushi Tanaka (Universidade de Tóquio, autor de muitas publicações na área de Gestão de Catástrofes e Director do Centro de Pesquisa em Informação Integrada de Catástrofes no Japão. Esta palestra centrou-se no sismo de 11 de Março de 2011, informando os presentes acerca dos vários sistemas em acção de prevenção e preparação anti-sísmica do Japão, país de grande experiência neste tema. Depois o professor Carlos Sousa Oliveira do IST, falou dos planos de risco sísmico da Área Metropolitana de Lisboa e do Algarve, conjugando-os com a palestra anterior e com os dados históricos do Sismo de Lisboa em 1755. Discutirei o que aprendi neste seminário a fundo numa futura entrada que vou fazer apenas sobre sismologia. E aprendi bastante, acreditem. Algumas ideias assustadoras, informações técnicas, filosofias de pensamento, etc... No fim das palestras, houve uma abertura à colocação de perguntas pelos ouvintes e à saída estes últimos foram presenteados com uma pequena grande lembrança feita pelos habitantes da zona afectada pelo sismo. O boneco é um sempre em pé que, como é explicado na nota informativa que o acompanhava, espelha o espírito daquela zona do Japão habituada a reerguer-se energicamente depois das quedas. Gostei e vai ser a minha prenda para o dia da Mãe pois acho que essa filosofia, esse espírito, tem tudo a ver com ela. Shiuuuu... ela ainda não sabe!
E agora, para concluir, vou destacar alguns eventos luso-nipónicos a realizarem-se no futuro muito próximo:
“Concerto de “Koto” e Flauta por Naoko Kikuchi e Teresa Matias No âmbito da programação da "Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura", irá ter lugar no dia 23 de Abril, pelas 21h30, na igreja da Colegiada em Guimarães, o concerto de Koto e flauta de Bisel pelas artistas Naoko Kikuchi (koto) e Teresa Matias (flauta de Bisel). Mais informações : bilheteira@guimaraes2012.pt ”
“Festa do Japão 2012 A Embaixada do Japão informa que irá decorrer a 2ª edição “Festa do Japão 2012”, no dia 2 de Junho (sábado), no Jardim do Japão, em Belém, no âmbito das “Festas de Lisboa 2012”. Mais informações serão divulgadas oportunamente através do site da Embaixada. Mais informações : Sector Cultural da Embaixada do Japão - cultural@embjapao.pt tel: 213110560”
O ano passado não consegui ir à inauguração do Jardim do Japão. Este ano espero conseguir ir à Festa do Japão, especialmente depois de ter ido à sessão de sismologia no Palácio da Foz, que me deixou com uma excelente impressão das capacidades de organização de eventos da embaixada. Por agora, é tudo, voltarei em breve com Vampiros e Sismos! Tenham medo, muito medo, pois como vos demonstrarei, ambos são reais, destrutivos, caóticos e imprevisíveis! Later, y’all!