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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Celebrações e Educativas Palhaçadas Ortográficas


Senhoras e senhores, irmãos e irmãs, amigos, camaradas, chegámos ao mês que traz o Verão!
Para deprimir ainda mais um país já em d(r?)epressão, sabe-se agora que este será o verão mais frio dos últimos 200 anos. Caso para muitos levantarem a questão, mas afinal onde está o Aquecimento Global? Aos que fizeram essa pergunta sem ser em retórica irónica, sugiro que tomeis o primeiro avião ou barco para o Pólo Norte e perguntais a um urso polar, se ele ainda não se tiver afogado por o gelo descongelar mais depressa todos os anos.
Mas animemo-nos porque este mês é mês de festa. Em Lisboa temos os Santos Populares a animar a malta e este ateu adora esses santos! :D Coloco aqui scans das páginas da Maxim deste mês sobre os santos (Maxim, não me leves a mal, mas até é uma boa publicidade para vós, um quid pro quo), fazendo-lhe um pequeno reparo ao qual o meu pai é que me chamou à atenção. O santo padroeiro de Lisboa é São Vicente e não Santo António. Mas como diria o meu pai "Valha-nos Santo Ambrósio, que é o padroeiro dos ignorantes!" ahahah


Por outro lado, existem as festas e celebrações relativas ao festejo dos 470 anos de relações entre Portugal e Japão.
A Embaixada do Japão indicou-me então dois eventos por email, pedindo-me que os veiculasse, mas também uma colega minha que agora estuda no ISCTE me avisou de outro. Quanto a esse último anúncio, fui forçado a corrigir o acordês de que vinha infectado o texto do email. No caso dos anúncios da Embaixada, já estão curados desse mal até nas imagens!! :D Oh para mim todo contente! Pequenas vitórias, baby steps, win by attrition/vencer por desgaste... a essência da guerra de guerrilha também se pode aplicar na guerra cultural!

- Via Embaixada do Japão:

1) "A Embaixada do Japão tem o prazer de divulgar a vinda do grupo ‘Kiwi & the Papaya Mangoes’ a Portugal, entre os próximos dias 13 a 16 de Junho, com concertos no Porto - na Casa da Música, em Lisboa - na Festa do Japão em Lisboa e nas Festas da Cidade de Lisboa e em Abrantes - nas festas da cidade. Concerto a não perder!!

Agradecemos a respectiva divulgação e contamos com a sua presença."

2) “Inserido na programação das comemorações dos 470 anos de Amizade Japão Portugal, a Embaixada do Japão tem o prazer de divulgar o Workshop e Demonstração de Música e Dança Folclórica Japonesa com o Grupo de tambores “Raku” e Grupo de Folclore Japonês “Arauma Chiyo”, ambos provenientes da Ritsumeikan Asia Pacific University – APU em Oita ( ilha do Kyushu – sul do Japão).



O workshop terá lugar no dia 14 de Junho das 18h30 às 20h00 no auditório do Museu do Oriente, com entrada livre sujeita a levantamento de bilhete no limite da lotação da sala. Os interessados poderão levantar os bilhetes na recepção do Museu do Oriente disponíveis no dia do evento.



Mais informações consultar:



A Embaixada do Japão apresenta os seus melhores cumprimentos, espera contar com a sua presença e agradece a divulgação que possa ser feita.”


- Via Cat(a minha colega):

«Caros Alunos/Professores/Colegas,

”No próximo dia 12 de Junho, vamos dar as boas-vindas ao grupo de dançarinos e músicos da nossa universidade parceira Ritsumeikan Asia Pacific University do Japão. Este grupo vai aCtuar durante as marchas populares e também fizemos um convite para fazerem um espeCtáculo para a nossa comunidade.

Por isso vimos por este meio convidar-vos para a Festa do Japão no ISCTE-IUL no dia 12 de Junho (quarta-feira) às 14 horas  no Grande Auditório do ISCTE-IUL (Edifício II, piso I). Esta é uma oportunidade única para conhecer a arte nipónica e ouvir tambores japoneses.


Organização:
IEPM – International Exchange Programmes in Management (
ISCTE Business School)
TUNA ISCTE

Embaixada do Japão em Lisboa »


E com isto termino a parte festiva deste post, mas a cultura continua.
Vamos começar pelo Acordo Ortográfico de 1990 (AO90). Não vou fazer mais um post enorme sobre isso (não este mês, pelo menos) embora haja muito a comentar, como um juiz ter exigido a entidades oficiais que não o aplicassem, visto não estarem sob a alçada directa do governo e como tal a resolução da Assembleia da República não os vincula a tal, só para dar um exemplo. Contudo, vou postar aqui este vídeo do Miguel Sousa Tavares (conhecido na net como MST), aquando do seu contributo opinativo e como testemunha contra o AO90 no âmbito da Conferência “Onde Pára e Para onde vai a Língua Portuguesa?”:
Oh, e lá está ele a implicar com o Cavaco, pá! Oh Miguel, assim já é perseguição! Quanto ao assunto do palhaço, veja-se que bonita é a nossa democracia, em cujos governantes se fartam de dizer mal dos déspotas da Coreia do Norte, mas por cá também não se pode ofender o Pequeníssimo Líder. Tristeza. Lá que ele o processasse como uma pessoa normal tem o direito de fazer se se sente alvejada, tudo muito bem. É um direito que assiste a todo o cidadão, mesmo àquele que tem temporariamente o título de Presidente da República. Agora colocar um processo ao Miguel alegando um artigo da constituição que remete para ofensas ao cargo de Presidente da República? O Miguel Sousa Tavares não procurou ofender o cargo, apenas explicitar de uma forma colorida que a pessoa que actualmente o ocupa... enfim, pá!
A mim sempre me ensinaram que quem quer respeito, dá-se ao respeito. É preciso lembrar que estamos a falar do homem que diz não entender o AO90, que diz que não o vai utilizar porque já é velho, mas que o promulga na mesma? É necessário recordar que este foi o homem que diz que está a sentir a crise como todos os portugueses, pois 10 mil euros de ordenados não lhe cobrem já as despesas? É por ventura imperativo ir buscar a memória de que aquele que pagou aos agricultores portugueses para nada fazerem e deu cabo da frota pesqueira portuguesa a solda da então CEE, agora nos venha dizer que a saída da crise está no mar e na agricultura? (raios, não me recordo do nome dessa via política… era qualquer coisa ismo… bem, há-de ocorrer-me!) Ou o seu envolvimento nada investigado no caso BPN? (carregar para ver vídeo ilucidativo) Ou talvez baste dizer que é o presidente mais desrespeitado seguramente desde que temos presidentes neste país, com petições a pedirem a sua demissão (eu assinei-a). E palhaço sou eu? Não, porque eu não votei nele duas vezes para PR, depois de saber a porcaria que ele fez enquanto Primeiro Ministro. Mas, Miguel, excedeste-te sim senhor, e eu e essa classe já tão ignorada pela sociedade que tu maltrataste aguardamos o teu pedido de desculpas.

Falando em palhaçadas, abordemos a actualidade, onde quem está na baila não é o PR, mas sim o Ministro da Educação. Sabem o que é que este pilar do conhecimento académico tem a dizer sobre as dificuldades da língua portuguesa?
Pois é. O que vale é que o senhor está a obrigar todos os putos em Portugal a aprender o Acordo Ortográfico que não resolve nenhum desses problemas e ainda deixa a língua tão ambígua que os alunos são só perguntas e os professores só podem dar a única resposta que nenhum professor deve dar: “Porque é assim.” Sem crer, o ilustre ministro da deseducação generalizada bate em cheio na cabeça do prego, crucificando o AO90 ao ridículo da sua incapacidade prática para atingir seja qual for (dos já de si pseudo) objectivos que lhe serviram de pretexto para o Sócrates o canonizar (down, boy!, este não é um versículo satânico).
E ainda me tem este biltre a coragem de dizer que os professores é que estão errados ao fazerem greve nos seus intocáveis e preciosos exames pois não estão a pensar nos alunos ao marcarem greve para essas sagradas datas? Como se nunca tivessem sido adiados exames antes. Como se os exames não fossem o fim do ano lectivo e as regras novas que se quer renegociar (ou que os professores querem renegociar) não fossem para ser statu quo já no início do próximo ano lectivo. Como se não fosse impossível fazer greve estando-se de FÉRIAS! Ainda se vem fingir protector das criancinhas? Já se esqueceu do que gritava e pregava quando estava na UDP, né? Pois… o poder e o dinheiro dão com cada amnésia!
No jugo dele, temos turmas enormes, professores cada vez menos, com menos feriados e agora querem eles mais horas de trabalho, pelo mesmo ordenado. Isto é que vai dar produtividade e melhorar a qualidade do ensino, ó ó! E claro, só falta o Passos vir dizer outra vez que os políticos é que são mal pagos!
Isto nem é só hipocrisia, é pura lavagem cerebral para colocar Zé Povinho contra Manel Povinho, a fim de se eliminar qualquer oposição ao Culto da Austeridade. Se há coisa que me irrita é quando as pessoas dizem “malandros dos grevistas, com o país na falência e em vez de trabalharem mais, fazem greve, que só dá prejuízo!”. Irrita-me porque percebe-se logo que quem isto argumenta nada sabe sobre o que um economista quer dizer quando diz que os portugueses não produzem. Pensem lá um bocadinho. Os ‘tugas são uns mandriões em geral, né? Mas a Alemanha, onde são todos super eficientes e trabalhadores, veio logo contratar ‘tugas para as empresas deles. E olha, eles lá não só produzem como são apontados como os melhores dos melhores. Estranho, né? Será da falta de Sol, lá? Não, é porque os produtos que a Alemanha cria e vende são mais valiosos ou estão mais valorizados que os dos Portugueses. E muito porquê? Graças ao Cavaquismo (eu bem vos disse que me haveria de lembrar) também, mas não só. Nós já trabalhávamos mais que eles no tempo do Sócrates, ou no mínimo, tanto quanto eles em horas. O valor que é atribuído a esse trabalho é que é menor. Não é mais um dia de trabalho por ano ou menos que vão cobrir essa diferença. Tanto que não que ainda não tivemos dos génios que defendem isso nenhuma vitória verdadeira conquistada pela aplicação das suas políticas.
Depois há aquela dos “Sacanas dos gajos dos transportes só pensam neles. Um gajo a querer ir trabalhar e lá eles a fazerem greve! Egoístas”, é isso! São egoístas eles por pensarem neles, mas não quem diz esta barbaridade só se interessando da sua situação pessoal! Eu também já me lixei com greves da CP, do Metro Lisboa, nunca me ouviram nem ouvirão a dizer isto.
Agora vêm com “os professores têm o dever disto e daquilo e ai as criancinhas!”, mas muitas dessas criancinhas poderão um dia vir a ser professores e se estes agora não batem o pé, quando chegar à vez deles nada mais serão que escravos do regime. Esquecem-se essas vozes tão moralistas, que quando alguém faz greve perde ele próprio um dia de salário. Esquecem-se que se uma greve nada perturbar o normal decorrer da vida da sociedade então não tem braço para forçar o estado/o patrão a negociar. Em vez de desprezarem a luta dos outros pelas suas benesses, que tal forjarem os vossos próprios sindicatos para também reivindicarem as vossas ao invés de se contentarem com estarem sempre a perder? Muita gente lisonja a Social Democracia Nórdica. Muita dessa mesma gente diz que os problemas da nossa sociedade são causados ou aprofundados pela existência de tantos sindicados. “Nunca, senão o patrão foge de vez para a China e ficamos desempregados!”, afinal parece que o patrão adora viver no (pseudo)comunismo.
Mas comparem as percentagens: por cá temos cerca de 30 % de trabalhadores sindicalizados, em média nesses países nórdicos em cujo estado social é mantido e quase não há desemprego, há cerca de 60% de trabalhadores sindicalizados? Só para vos dar que pensar, espero.
Assinem a ILC (com os 3 links abaixo e os CTT), porque como diz o Medina Carreira (pelos 16min50seg) “Isso é tudo óbvio, mas o que é óbvio em Portugal não anda”, e digo eu temos de continuar a empurrar:


Bem haja a todos os que resistem e vivem, coitados dos que se contentam com a mera sobrevivência, e que se fodam os que fomentam a luta entre os dois primeiros para para seu ganho pessoal levarem a deles avante! Enfim, para rematar só relembrar abaixo com o mAO90ismo!!
Alex, signing off... ;)

Actualização: (13 de Junho de 2013, 01h57min TMG) as páginas "scanadas" da Maxim Portugal sobre os Santos Populares em Lisboa.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Desacordos e Cultura

Boas!
Esta é apenas uma daquelas entradas que faço ocasionalmente para veicular informação sobre eventos e cultura, essencialmente promovida pela Embaixada do Japão, mas não só. Exemplo de algo que nada tem a ver com o Japão mas antes com a cultura Portuguesa, é esta peça sobre a qual vos aviso no banner abaixo. Para quem viver em Lisboa, é de aproveitar. Produto nacional. É preciso apoiar e estimular a cultura, já que o governo só a desgoverna como tudo o resto.
De seguida, abordemos então o último boletim informativo da Embaixada do Japão. Ao invés de me mandarem um email com as informações, mandaram-me apenas o link para o pdf informativo do site oficial da Embaixada. Normalmente, o que eu faço em qualquer dos casos é copiar as novidades, corrigir o Português Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) para o Português Europeu e deixar-vos a informação aqui na página. Desta volta contudo, vou deixar-vos uma imagem e o link em questão. Porquê? Bem, precisamente por causa duma das batalhas culturais nas quais estou inserido, a guerra contra o AO90.
Na imagem acima, vêem um print screen da minha caixa de correio. Se olharem com olhos de ver, percebem, como eu percebi, que não vem escrito segundo o AO90, que a Embaixada Japonesa tem já vindo a usar. Isso percebe-se pelo simples facto de Fevereiro não começar com “f”, mas sim com “F”. O “Sector” em “Sector Cultural” nunca perder o “c”, embora os anúncios de eventos e actividades já viessem segundo o AO90 e as datas também. Pelo menos, nos últimos emails:
Mas não neste. Agradado mas desconfiado, cliquei no link e avancei para o pdf. Peço-vos que façam o mesmo, vai abrir numa outra janela:


Ora, vendo o primeiro anúncio do pdf, nota-se distintamente uma “expectativa” com “c”, mas também um “refletido” sem “c”. Tal poderia dever-se ao autor do texto ter aprendido português brasileiro, mas ainda assim a construção frásica é mais próxima do português europeu. Isto leva-me a crer que o problema aqui é que as pessoas já não sabem a quantas andam a nível ortográfico. Este Desacordo Ortográfico não unificou a ortografia portuguesa, tornou-a sem regra e caótica. Quando um jornal se dá ao luxo de criar a sua própria versão do Acordo Ortográfico (acordado por mais ninguém que pelo jornal, e ainda assim tão válido quanto o AO90) como fez o Correio da Manhã, vale tudo.
Voltando ao pdf, no segundo anúncio, temos novamente os meses com iniciais maiúsculas, que é contrário ao AO90, mas no terceiro parágrafo já temos Janeiro com inicial minúscula. No quarto parágrafo, temos Fevereiro com maiúsculas. Avançando para o anúncio “Estás a Mangar comigo?”, temos uma “actividade” com “c” e os meses com maiúsculas. Depois no anúncio da Conferência sobre o desenvolvimento do Brasil, já aparece Fevereiro com inicial minúscula e “Diretor”. Nos dois anúncios seguintes, temos os meses com iniciais maiúsculas e no anúncio que se segue a esses dois voltamos às iniciais minúsculas nos meses. Que canseira, que (des)regra!!
O que eu espero, desejo, é que a Embaixada do Japão tenha visto a luz, com a recente recusa do Brasil quanto ao AO90, e pare de tentar implementá-lo. Esta hesitação agrada-me. É um recuo por parte duma entidade política, ao mesmo tempo que cada vez mais vozes se erguem contra o AO90 nos três continentes intervenientes deste acordo. No mínimo dos mínimos, essa mesmo entidade dá a entender que é sabido que embora o governo português pareça resoluto na imposição do dito (des)acordo, que ainda há em Portugal (já nem falo no resto da Lusofonia) pelo menos duas ortografias correntes.
Ainda recentemente numa audição parlamentar sobre o AO90 (vidé vídeo acima, onde são apresentados também argumentos mais que suficientes dos pontos de vista formal, técnico e prático contra este AO90), ouve-se uma deputada dizer que já lhe foi dada a indicação de que cerca de 63% dos portugueses não querem o AO90. Como é isto compatível com o Ministro dos Negócios Estrangeiros de um governo de maioria absoluta, que como tal pretende-se ser o reflexo da maioria dos portugueses, venha depois dizer que não há divergências quanto ao Acordo Ortográfico e que ele entrará em vigor em 2015??? Estão a Mangar Comigo???? (private joke para quem leu o boletim da Embaixada do Japão lá em cima)



Isto é patético, mesquinho e abertamente anti-democrático! Uma piada de mau gosto e sem graça, é o que é o AO90!

Eu por mim contentava-me com um referendo nacional e caso o meu lado perca, eu aceito a voz da maioria. Venha ele! Buga lá! Também já ouvi o argumento de que nenhum Acordo Ortográfico alguma vez foi discutido com o povo. E isso é lá razão para que este não o seja? Dantes também havia escravos. Dantes as mulheres não votavam. A ideia é aprimorar e aumentar a democracia e não asfixiá-la.
Há ainda um outro argumento, fraco na melhor das hipóteses, em defesa do acordo ortográfico, que eu li esta semana. Disse (não cito, parafraseio) então um apologista do AO90 cujo nome agora me falha: “O acordo ortográfico tem incongruências? E depois? A ortografia anterior também as tem. Há sempre hipótese de melhoria.” Até é verdade, o problema é que para melhorarmos, para evoluirmos, nada melhor que o método científico, o rigor lógico, e acima de tudo só mudarmos se for para melhor. O problema é que o AO90 apenas torna a ortografia portuguesa mais ambígua, as novas regras não têm base científica mas antes noções ultrapassadas como a “pronúncia culta” (isto sim, do tempo do senhor do Encarnado que tinha medo dos Vermelhos) e são feitas por capricho, como vos pode confirmar o testemunho do vídeo acima, etc… Não admira que Portugal esteja com uma perspectiva de futuro tão negra, quando se predispõe a aceitar que a sua cultura, ciência, educação e governo sejam ditadas por homens (e mulheres), e aqui parafraseio Tolkien (e/ou José Hermano Saraiva), "menores"!
Mais uma vez apelo junto de vós, senhores e senhoras, amigos e amigas, irmãos e irmãs, camaradas, conterrâneos e pessoal D’além Mar, ergam as vossas vozes e as vossas canetas e/ou teclados contra esta farsa, que ameaça a verdadeira riqueza, encontrada na sua diversidade, da língua Portuguesa. Há 18 ortografias da língua inglesa na Internet. Podia, devia, haver 8 da língua Portuguesa, mas só havia 2 e agora querem que só haja 1 e que tenha esta forma anedótica? Isto é progresso ou suicídio cultural?
Assinem a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico de 1990 (links abaixo)










E se quiserem também subscrever à carta enviada ao ministro da Educação, link abaixo, onde podem ler e subscrever a dita carta:
https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dG13TnlWRk10UXd0cDJvZTViS0picWc6MQ&fb_source=message#gid=0 


Obrigado por me lerem e voltamos a encontrar-nos em breve!
Sayonara, people! ;)

P.S.: Ah e mais uma vez… bão ao Teatro, carago! É a ciiiinnnccco (5) aéreos! Olh’ó Teatro fresquinho!



segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Samurai Hannya



Saudações, cibernautas, hackers, crackers, anonymous et all!
The Governator is, but so am I… back!

Um muito feliz ano de 2013… apesar das terríveis previsões que se faz para o que se avizinha para Portugal. Mas previsões valem o que valem. Alguém acusou os Maias de preverem o fim do mundo para 2012. Falharam. Depois já tinha de ser no dia 21 de Dezembro de 2012… por questões óbvias (que me escapam) de numerologia. Alguns ainda esperaram até ao Fim de Ano pelo Fim. Como é dito no “Gladiador”: «… not yet.» Por sua vez o Governo, também prevê coisas maravilhosas e estonteantes a cada vez que lança novo pacote de medidas (contra) económicas para o país e o resultado é sempre o mesmo desastre. Por isso, as previsões valem o que valem. Corações ao alto, diz a minha mãe. Enfrentemos a tempestade quando ela chegar.
Falando de coisas aterradores, e dando uma primeira explicação para a imagem de abertura desta entrada, Mark Kermode, o meu crítico de cinema favorito e tido como o crítico de cinema mais influente do Reino Unido, enquanto apresentando no seu vídeo blog o livro sobre Monstros Cinematográficos de John Landis, reflecte sobre qual o monstro do cinema que mais arrepios lhe causou. Eu creio que respondi a esse post na altura, dizendo que para mim foi o monstro do filme “A Mosca” com Jeff Goldblum. Contudo, para Kermode, o monstro que mais impressão lhe fez foi o de um filme japonês (que eu nunca vi) chamado "Onibaba". É simplesmente um tipo com uma máscara Hannya, mas por alguma razão que ele não entende bem, dá-lhe arrepios pela espinha acima.
A máscara Hannya (般 若), que é usada primariamente no teatro Noh, mas também no teatro Kyogen e nas danças Kagura dos rituais Shinto, representa a alma de mulheres que se tornaram demónios através do ciúme ou da inveja. Possui dois cornos tipo touro, olhos metalizados e um sorriso doentio de orelha a orelha. Hannya é uma tradução para japonês da palavra Prajna, palavra que vem do sânscrito e que quer dizer Sabedoria.
A máscara oferece a possibilidade do actor a usar para exprimir emoções humanas. Vista de frente tem um aspecto demoníaco e furioso, mas se o actor que a usa olhar para baixo, encostando o queixo mais ao peito, a máscara assume um ar que inspira pena e dó, exemplificando assim a complexidade das emoções humanas.
Estas máscaras aparecem em várias tonalidades:
- branca: representa uma mulher de estatuto aristocrático;
- vermelha: uma mulher de classe baixa;
- vermelho escuro: demónios verdadeiros.
Falando em cinema e superstições, ouvi uma vez dizer, também num filme, salvo erro no “Amo-te Teresa”, que devemos entrar no ano novo a fazer o que mais gostamos, para o fazermos durante todo o ano. Embora a superstição seja cada vez menos algo que me preocupe, “quando em Roma…” Como tal, vou iniciar este ano de blogger com um post que entre outras coisas contém uma crítica de cinema. No ano passado, estreou o filme live action do Samurai X.
Eu sempre adorei essa série. Achei que embora tivesse os exageros típicos da maioria das séries e filmes anime no que diz respeito às técnicas e lutas, não tinha na sua maior parte técnicas assentes em poderes sobrenaturais. Muitas das lutas de facto assentavam em pormenores técnicos como o rodar de um corpo sobre um joelho até este último por fadiga ficar lesado; ou o avançar de um pé específico para que o desembainhar da espada não cortasse a perna de quem a empunhava; ou uma técnica que assentava em dar um duplo golpe de mão com poder destrutivo e que a única forma de o parar era um contra golpe em sentido contrário com a mesma intensidade… a Força é MÁ, já dizia o meu professor de físico-química do secundário; por exemplo, um guerreiro cego que todos pensavam ter poderes sobrenaturais detinha apenas uma audição excepcional; um ninja que luta com os punhos vazios dizia-se capaz de lançar um feitiço que impedia o adversário de medir o comprimento dos seus braços, fazia-o de facto com mangas listradas que causavam um ilusão de óptica e foi derrotado quando o adversário usa a espada com régua para lhe medir o comprimento dos braços. Enfim, podia continuar. Gosto deste tipo de pormenores porque também eu há muito que pratico artes marciais e sei o quão grande é, ou tem de ser, a ênfase dos aspectos técnicos pequenos que compõem cada golpe afim de o trazer ao seu máximo potencial. É claro que na série isto é levado ao extremo, mas a ideia está lá. Por outro lado, as personagens eram únicas e era fácil gostar delas, até dos vilões. Toda a série se passa num ambiente de um mundo a acabar e outro a começar. Os acontecimentos passam-se de facto numa altura de transição de um regime para outro, com mudanças drásticas na cultura nipónica, que dificultou muito a adaptação de um vasto e outrora poderoso sector da população japonesa, os samurais. Isso também me agradou. As revoluções tendem a ser sangrentas e horríveis, mas aquele período ainda de perigo e instabilidade logo a seguir a uma revolução tem o seu je ne sais quoi de romântico. Como que um romance de espionagem. Antes de começar com a crítica em si, devo dizer que nunca li a manga, só vi o anime.
Gostei. Em comparação com o Dragon Ball, o filme, este é uma obra-prima de adaptação cinematográfica (mas também não era preciso muito).
Em termos de caracterização, as personagens estão muito próximas dos originais, até nos penteados. Contudo, tenho a dizer que em termos das personagens femininas não houve o mesmo cuidado. A Megumi e a Kaoru estão demasiado parecidas no filme uma com a outra, diferindo apenas na personalidade. Ora na série, a Kaoru era meio Maria Rapaz sempre com o cabelo atado num rabo de cavalo, magrita e baixa, enquanto  que a Megumi era alta, mais alta que o Kenshin e com um longo e vasto cabelo. Mais mulher e mais feminina. Na verdade, espero que não considerem isto um comentário racista, pois não o é, mas achei difícil diferenciá-las, uma vez que na série eram tão díspares.
A história é fácil de seguir sendo parecida com um dos arcos da série, aquele em que um cartel de droga, protegido pelo grupo de ninjas comandados por Aoshi Shinomori, rapta a Megumi para ela lhes fazer ópio. Basicamente é isso que acontece no filme, mas em vez do dito cartel ser defendido pelo Oniwabanshū, é defendido por outras personagens que eu desconhecia por completo, de um outro bando que se chama (segundo a wikipedia) os Seis Camaradas. Por exemplo, Hanya é substituído por um desses Seis Camaradas que também usa máscara, chamado Gein (imagem acima), e Shikijo (um guerreiro que só usa os punhos) é substituído por outro dos Seis Camaradas que também só usa punhos, chamado Inui (imagem abaixo). Já, Aoshi, um dos melhores adversários do Kenshin na série e que depois se torna seu aliado, é substituído por um dos mais pérfidos adversários de Kenshin, chamado Jinei. Se a ideia era não utilizar já Oniwabanshū, para depois fazerem um filme dedicado a eles, até entendo, se bem que preferia ter visto o Hanya e o Aoshi, às personagens que apareceram. Ou se calhar foram fiéis à manga original, não o sei. Mas fiquei um pouco triste. Em particular pelo Hanya, que é das personagens que mais curti na saga.
A outra parte da história, é a explicação da cicatriz de Kenshin, o porquê da espada de gume invertido, e algumas tentativas de trazer o Battōsai de volta ao espírito de Kenshin. Essas tentativas, tal como na série, são levadas a cabo, por diferentes razões, por Jinei e Hajime Saito, ambos também veteranos da guerra civil, ambos experientes assassinos, como Kenshin Himura fora. Saito tornou-se polícia especial, Jinei mercenário fora-da-lei. Na série, Saito quer reavivar o esquartejador em Himura para ele estar a altura de defrontar Shishio. Aqui, parece que o quer fazer reviver porque acha que ele não pode escapar a essa natureza, já que ele (Saito) próprio não consegue. Já Jinei procura a morte que não obteve na guerra, ou assim parece. Há ainda uma terceira parte da história, mas antes de lá chegarmos, falemos de lutas.
Ora bem, por todo o filme, os movimentos do actor que faz de Kenshin Himura são espectaculares, parecendo conjugar perfeitamente golpes e movimentos próprios do Hiten Mitsurugi com o Kempo real, fazendo uma perfeita mas realística importação da personagem do anime para o live action. A luta entre ele e o Sanozuki, tal como acontece num episódio da série, é retratada no filme. Não está má. A luta entre Kenshin e Jinei está porreira. As cenas intermédias contra os dois membros dos Seis Camaradas são escapatórias, embora tenha achado que não era preciso serem tão animalescos e quasi-ridículos na luta que envolve o Sano. Fizeram-no parecer apenas um bruto, quando ele na série era bem mais fixe que isso. Agora o que me desiludiu foi a luta entre o Kenshin e o Saito, para mim a melhor cena de pancada de toda a série do Samurai X, que vos deixo aqui.
Esta cena no filme é desprovida das emoções ou intenções viscerais que a sua homóloga em anime demonstra. Além disso, a ferocidade e engenho demonstrados na cena em anime e que eram demonstrativos de como lutavam os melhores dos melhores durante a carnificina da guerra civil, onde tudo valia e apenas a vitória importava, também se perderam na tradução. A intensidade dramática e o sentido de perigo são retirados desta cena no filme, o que a faz tornar banal e patética quando deveria ser central, a fim de dar alguma utilidade, senão profundidade à personagem de Saito na acção. É que tal como foi feita esta cena, a personagem do Saito era totalmente dispensável deste filme, porque Jinei já faz o trabalho de tentar trazer o esquartejador ao de cima. O que para mim é outra oportunidade perdida, uma vez que o Saito é uma personagem muito porreira na saga do Shishio, que não só estimula o Kenshin a tornar-se mais forte se quer mesmo esperar vencer o Shishio, como também estimula o Sano a tornar-se mais forte se quer realmente participar do combate contra Shishio. Sem Saito, o Shishio teria ganho. Ele não só é forte e fixe, como é essencial na série. Aqui parece que foi metido só para agradar os fãs.
Já agora Jinei é o único que tem uma técnica mais esquisita que os outros, mas a personagem logo na sua primeira utilização dessa técnica, apressa-se a dizer que não é magia, apenas uma aplicação do Ki para criar uma aura negativa que utiliza ou se alimenta do medo da pessoa para a imobilizar. Até o podíamos explicar como uma forma de hipnotismo ou sugestão, mas isso seria demasiado ocidental. Os olhos dele estão espectaculares.
A terceira parte da história, é a criação do grupo central da história, Kenshin, Kaoru, Sano, Megumi e Yahiko, como não podia deixar de ser.
Em vez de lhes chamar partes, deveria talvez ter-lhe chamado lados, quiçá fios, porque na verdade, os três fios estão bem entrelaçados numa única e, na sua maior parte, coesa sucessão de eventos, que acontecem a um bom e rápido ritmo. Pena o desperdício do Saito.
Antes de terminar, quero ainda abordar a cinematografia e a banda sonora.
A cinematografia é boa e profissional, mas banal. Falta-lhe um pouco de magia do Oriente. Havia muitas alturas na série em que víamos ruas a serem flageladas por chuva torrencial, ou jardins com aquelas fontes em que uma fonte enche continuamente uma cana, até o peso da água a desequilibrar e fazer despejar a água, apenas para retornar à mesmo posição e recomeçar o movimento. Faltou esse tipo de coisa, feito com estilo e em cenários reais. Ora gaita, o "Kill Bill" faz isso no último duelo do Volume I. E não me venham dizer que este filme se esforça por não imitar ninguém, porque um dos finais (e sim, como o LOTR – O Regresso do Rei, este filme tem muitos finais antes do fim) é tão “O Último Samurai”. Embora, creio não estar em erro ao dizer que a série de anime do Samurai X é anterior a qualquer um destes filmes, por isso foram eles que imitaram a série e não vice-versa.
Quanto à banda sonora, sinceramente nem reparei nela, o que é triste porque a banda sonora da série para mim é muito fixe. Espectacularmente dramática, conseguia elevar o contexto emocional das cenas de batalha ou de desenvolvimento da história ou das personagens, levando-nos a descrer que os bons iam vencer, como não podia deixar de ser. E até eu, que não tenho nada ouvido musical, poderia sugerir um main theme para o filme. A certa altura, decidi juntar as duas músicas dessa banda sonora que mais curti, sobrepondo-as. Para verem as vezes que já ouvi esta banda sonora, enquanto treino, estudo ou escrevo, proponho-vos esta experiência:
- Acima e abaixo encontram dois vídeos. O primeiro (acima) tem a música Hiten Mitsurugi Ryuu. Devem metê-la a tocar e deixá-la ir até aos 1minutos e 9 segundos, nessa altura devem carregar no play do segundo (abaixo) vídeo que tem a música Isshin Tenpuku Keekaku. Eu curto bué as duas músicas e um dia corri esta experiência, acho que as duas sobrepostas dão uma música soberba. Ah!, quase me esquecia, coloquem o volume da Hiten a um pouco mais de meio da barra do som, e a Isshin a meio da barra. ;) Try it e digam-me o que acham. Isto, não é só o Meo que tem canal interactivo, sabem? Eheheh
Em suma, gostei muito do filme, embora pudesse ter sido ainda melhor, e espero que façam outro, desta volta com a história do Shishio, se possível metam o Oniwabanshū lá p’lo meio. Talvez dois filmes, um em que o Shishio contrata secretamente o Oniwabanshū para matar o Kenshin. O Kenshin causa de alguma forma, ou aos olhos do Aoshi, a morte dos seus homens, e o Aoshi acaba por se unir ao Juppongatana de Shishio. E o segundo filme, seria a conclusão.

Antes de me despedir quero só deixar-vos as últimas novidades que a Embaixada do Japão me enviou, para o caso de vocês estarem interessados e ainda não ocorrentes. Este é o email na integra, corrigido as anomalias criadas por um vírus infeccioso conhecido por Acordo Ortográfico de 1990 (façam o gentil favor de assinar a ILC contra o AO90, mais informações em http://ilcao.cedilha.net/), à excepção das imagens que estavam infectadas dessa mesma virose. Como não são palavras minhas, o texto está todo em itálico:

«A Embaixada do Japão tem o prazer de divulgar os eventos em baixo indicados, agradecendo, desde já, toda a divulgação que possa fazer sobre os mesmos.

Informamos ainda que em 2013 celebra-se os 470 Anos de Amizade entre o Japão e Portugal, convidando-o(a) a visitar a página institucional desta efeméride, através do link http://www.pt.emb-japan.go.jp/470Anos/index.html .

Muito obrigada pela sua prestimosa colaboração e esperamos vê-lo(a) nos nossos próximos eventos!

Workshop de Origami - dobragens de papel
Data:
30 Jan.2013 - das 15h00 às 17h00
31 Jan. 2013 - das 10h00 às 12h00
1 Fev. 2013 - das 10h00 às 12h00
1 Fev. 2013 - das 15h00 às 17h00
Local: Embaixada do Japão, Av. da Liberdade, nº 245 - 6º | 1269-033 LISBOA | Tel.: 21 311 05 60 | Email: cultural@embjapao.pt
INSCRIÇÃO (gratuita):
  • OBRIGATÓRIA, ATRAVÉS DE FICHA DE INSCRIÇÃO PRÓPRIA PARA O EFEITO(disponível em http://www.pt.emb-japan.go.jp/470Anos/docs/origami2013_ficha_inscricao_EMBJAPAO.pdf)
  • Todos os interessados só podem inscrever-se num dos 3 dias da formação;
  • Inscrição aceite só via fax ou Email - não são aceites inscrições pelo telefone (a Embaixada do Japão só aceita inscrições a partir do dia 7 de Janeiro de 2013);
  • A inscrição só é aceite após confirmação do Sector Cultural, por telefone ou Email;
  • Inscrições limitadas a 22 participantes - após este número, não aceitaremos mais inscrições.

Furoshiki é um pano tradicional japonês que é utilizado para embrulhar e/ou transportar roupas, presentes, ou outros artigos. Pode ser liso ou pintado, pequeno ou maior, adaptando-se às necessidades de quem utiliza esta técnica. Quem sabe se não está aqui uma solução óptima para a próxima ida às compras ou para surpreender um amigo?
Data:
30 Jan.2013 - das 10h30 às 12h30
31 Jan. 2013 - das 15h00 às 17h00
Local: Embaixada do Japão, Av. da Liberdade, nº 245 - 6º | 1269-033 LISBOA | Tel.: 21 311 05 60 | Email: bunka2@net.novis.pt
Notas importantes:
  • O workshop é gratuito;
  • Todos os interessados só podem inscrever-se num dos 2 dias da formação;
  • Inscrição aceite só via fax ou Email, através da ficha de inscrição obrigatória (disponível em http://www.pt.emb-japan.go.jp/470Anos/docs/furoshiki2013_ficha_inscricao_EMBJAPAO.pdf) – não são aceites inscrições pelo telefone;
  • A inscrição só é aceite após confirmação do Sector Cultural, por telefone ou e-mail;
  • Inscrições limitadas a 20 participantes por sessão – após este número, não aceitaremos mais inscrições;
  • Solicita-se aos participantes confirmados que tragam um quadrado de tecido em algodão (45x45cm) ou outra medida aproximada.», por:
Maria José Martins
Sector Cultural // Embaixada do Japão
Av. da Liberdade, nº 245-6º
1269-033 Lisboa
Tel.: 213110560 // Fax: 213543975


Em jeito de despedida, é engraçado notar que enquanto já utiliza nos seus emails oficiais o AO90 (cuja constitucionalidade da sua implementação em Portugal está ainda por decidir em tribunal, o desejo da sua implementação pelos povos que afectará não é o desejo da maioria democrática dessas mesmas populações, e a falta de rigor técnico que lhe é adjacente já é facto conhecido e anunciado por especialistas de um lado e doutro do Oceano Atlântico e no continente Africano), a Embaixada do Japão em Portugal ainda retém o C no seu Sector Cultural… se calhar, porque tem verdadeira cultura, embora politiquices nela queiram interferir.
Um grande bem-haja, irmãos e irmãs, amigo(a)s, camaradas, e um excelente 2013 vos deseja este meu, vosso, nosso, N.I.N.J.A. Samurai!
P.P.S.: Peço desculpa por não ter legendado o vídeo do Dr K (Mark Kermode), mas mesmo sendo só 2 minutos e pouco de vídeo, o meu tempo é escasso. Até porque isso é a coisa boa de um blog, pode sempre ser editado mais tarde! Assim que acabar os exames corrijo isso. Não vos pedi desculpas pelos meses de ausência aqui do blog, porque me tem sido de todo impossível estar mais presente. São muitas coisas a conjugar e quando escrevo aqui, gosto de levar o meu tempo afim da coisa ficar minimamente bem feita. Se ainda aqui estão, é porque me compreendem e perdoam à partida. E como diria o Conan, se não estão: “… to Hell with you!” ;)
Sayonara… 4 now!